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	<title>Comentários sobre: A banalidade da vida e as ambições da literatura</title>
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	<description>Time is contagious, everybody’s getting old - Coconut Skins, de Damien Rice</description>
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		<title>Por: Ed</title>
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		<dc:creator>Ed</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2007 17:35:02 +0000</pubDate>
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		<description>Olá.

Creio estar meio bêbado, so..desconsidere se eu disser alguma besteira.
Concordo com muito do que diz; o post do senhor Antônio tratou do tema admiravelmente, com uma sinceridade que assola, aflige. 

Lendo este post lembrei da simplicidade do que nos ensinou Wittgenstein quanto a tratar um assunto: ao contar uma história, compor um romance etc., o tema, ainda que de relevância indizível, é secundário. Noutras palavras: o modo como contamos, e não o que se conta, é mais relevante. Claro, sim, tudo isso dentro de um certo limite do aceitável -- mas, ó, lembrei-me dum exemplo ideal: Machado de Assis em seus livros trata de assuntos prosaicos, quotidianos, que, sob qualquer outra pena, careceria de interesse, de atractivo. Ao ler Machado tem-se a impressão de estar lendo um europeu. Por que? Ele soube muito bem e como ninguém escolher as palavras.

Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá.</p>
<p>Creio estar meio bêbado, so..desconsidere se eu disser alguma besteira.<br />
Concordo com muito do que diz; o post do senhor Antônio tratou do tema admiravelmente, com uma sinceridade que assola, aflige. </p>
<p>Lendo este post lembrei da simplicidade do que nos ensinou Wittgenstein quanto a tratar um assunto: ao contar uma história, compor um romance etc., o tema, ainda que de relevância indizível, é secundário. Noutras palavras: o modo como contamos, e não o que se conta, é mais relevante. Claro, sim, tudo isso dentro de um certo limite do aceitável &#8212; mas, ó, lembrei-me dum exemplo ideal: Machado de Assis em seus livros trata de assuntos prosaicos, quotidianos, que, sob qualquer outra pena, careceria de interesse, de atractivo. Ao ler Machado tem-se a impressão de estar lendo um europeu. Por que? Ele soube muito bem e como ninguém escolher as palavras.</p>
<p>Um abraço.</p>
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