Escrevi este post e o enviei para amigos que, assim como eu, trabalham com TI (Tecnologia de Informação) e desenvolvimento de software. Pode não ser interessante para quem não vive nesta área, mas se refere a algumas alterações profundas e francamente irreversíveis que vemos acontecer, em especial na web/internet/tecnologia. Curiosamente, são os profissionais de TI da minha geração (e anteriores) alguns dos mais resistentes a estas mudanças.
Sei que muitos profissionais de TI têm alguma preguiça em acompanhar a evolução do relacionamento das pessoas com a internet (área dos profissionais de mídia), mas é preciso entender algumas coisas.
Se você tem mais ou menos uns 35-45 anos e trabalha com TI, muito provavelmente já é um dinossauro.
Isso mesmo. Um braquiossauro de pescoço comprido e olhar ingênuo.
Nossa geração ainda pensa em internet como sinônimo de navegação por páginas, pesquisa por palavras, pornografia (sim, pode admitir; mesmo que você não consuma isso, pensa que a internet é, entre outras coisas, um repositório de safadezas), sites institucionais e um ou outro serviço online. E, sim, ainda usamos e-mail.
Pois é melhor saber a verdade agora do que tarde demais: tudo isso é coisa do século XX, ficou para trás, assim como o Netscape, a Compuserve e os CDs da AOL. Serviu como base, mas está morto e enterrado.
O futuro é da mídia social.
Wikis, redes sociais, mashups, blogs, twitter, Youtube. São apenas alguns dos produtos e conceitos que nasceram do desejo que as pessoas têm de se comunicar umas com as outras. A mídia social não é criada mais por empresas, mas pelas pessoas, pelos que nós chamamos às vezes com algum desdém de “usuários”. Eles alteram e adaptam os produtos às suas necessidades – ninguém usa mais e-mail, manda scrap. Eles juntam os produtos e criam coisas novas, muito diferentes do que os criadores originais dos serviços haviam imaginado (estão criando a web semântica e ainda não sabem disso).
E não adianta reclamar nem ofender a inteligência deles porque não entenderam o serviço genial que você projetou.
Porque quem está certo nesta história são eles; os não-técnicos entenderam que o mundo digital caminha para a ubiquidade – ou seja, estará em todo lugar, sempre ao nosso lado, sempre conectado. Aliás, a ideia mesmo de conectar-se já é antiga, não faz sentido.
Não estamos conectados. Somos conectados.
Em breve, nós, os dinossauros, seremos numericamente inferiores. Os meninos e meninas da geração Y não usam mais e-mail, não se interessam por sites institucionais e não ligam (muito) para a nossa paranóia com a privacidade digital. Redes sociais são mais populares do que pornografia, os jornais não são mais lidos e as rádios não são mais ouvidas.
Estamos assistindo ao mais furioso e poderoso rascunho do futuro digital já imaginado.
Duvida? Então leia isto: As estatísticas mostram que as mídias socias são muito maiores do que você pensa (em inglês).
E pense a respeito.