Archive for the ‘Política’ Category

O caso Céline

domingo, 20 fevereiro, 2011

Há uma celeuma em andamento no mundo literário. Tudo culpa de Céline e do governo francês. Para quem caiu de para-quedas aqui, Louis-Ferdinand Céline (1894-1961) é considerado um dos melhores e mais influentes autores do século XX, tendo escrito Viagem ao Fim da Noite e Morte a Crédito. Infelizmente, também era um antissemita que escreveu uma série de odiosos panfletos entre os anos de 1937 e 1941. Só escapou à morte no pós-guerra por ter se bandeado para a Holanda, que se recusou a extraditá-lo.

Você tem de ser profundamente ingênuo para acreditar na superioridade moral dos escritores e artistas. É o tipo de pensamento tolo típico dos manuais de auto-ajuda e de quem nada sabe sobre o mundo das letras e das artes. Escritores são pessoas comuns, com preconceitos, taras, manias, horrores e unha encravada. Quando eu digo que a genialidade é uma qualidade pura, quero dizer que, até certo ponto, ela se encontra isolada das demais características de um indivíduo. É perfeitamente possível ser um canalha, um renomado mau caráter e, ao mesmo tempo, um gênio. Esta constatação, tão simples para nós, que gostamos de livros, é uma equação bem indigesta para governos.

A França, por exemplo, acada de excluir o sr. Destouches (seu sobrenome verdadeiro) das comemorações culturais deste ano. É duro dizer isso, mas talvez tenha feito a coisa certa, ao menos do seu ponto de vista. Governos não trabalham com a realidade, mas com a sua percepção. E, a partir da ideia que a maioria absoluta das pessoas têm dos escritores como seres acima da média, homenagear um escritor espetacular que se alinhou às ideias e ações mais sombrias do nazismo é um péssimo negócio. Além disso, persiste, entre os governos, a ideia de que a literatura é um tipo de patrimônio cultural que serve para alimentar o monstro do nacionalismo. Na verdade, junto à ideia maluca da moralidade angelical dos autores, o povo acredita realmente que possui direitos sobre a obra de um escritor de seu país, assim como acredita que as conquistas de uma seleção de jogadores de futebol que atua há anos fora das fronteiras nacionais de alguma forma também lhe pertencem. O caso francês, claro, é um tanto mais delicado pela vergonha que o colaboracionismo de Vichy ainda evoca, mas a verdade é que povo algum gostaria de ter, entre seus herois culturais, um escritor que se empolgava mais com a solução final de Hitler do que muitos dos acólitos mais dedicados do carniceiro megalômano de Berlim.

Admitir que existe um abismo entre a genialidade e a infâmia e que este abismo pode habitar a alma de um mesmo sujeito é pedir demais para o grande público. Ao menos, por agora. Talvez em um futuro próximo, tenhamos a maturidade para distinguir estas esferas: admirar a obra de Céline e repudiar suas opiniões. Por enquanto, Destouches vai continuar companheiro dos leitores e estudiosos, distante do chamado “patrimônio cultural” de seu país. Talvez seja melhor assim; ao menos, não teremos estátuas vulgares em sua homenagem, como é de praxe que os estados façam com seus escritores.

O Estadão publicou um artigo do peruano Vargas Llosa, A Literatura não é edificante, cuja leitura é imperdível. Ele aponta as contradições e problemas envolvidos no caso Céline. Cito a seguir alguns parágrafos que me pareceram os mais interessantes:

Considerando que a genialidade artística não é um atenuante contra o racismo – eu a consideraria antes um agravante -, a meu juízo, a decisão do governo francês envia à opinião pública uma mensagem perigosamente equivocada sobre a literatura e cria um péssimo precedente. Sua decisão parece supor que, para ser reconhecido como um bom escritor, é preciso escrever também obras boas e, em última instância, ser um bom cidadão e uma boa pessoa. A verdade é que se o critério fosse esse, apenas um punhado de polígrafos se qualificaria.

Entre eles há alguns que correspondem a esse padrão benigno, mas a imensa maioria padece das mesmas misérias, taras e barbaridades que o comum dos seres humanos. Somente na rubrica do antissemitismo – o preconceito racial ou religioso contra os judeus – a lista é tão extensa que seria preciso excluir do reconhecimento público uma multidão de grandes poetas, dramaturgos e narradores, entre os quais figuram Shakespeare, Quevedo, Balzac, Pio Baroja, T.S. Eliot, Claudel, Ezra Pound, E.M. Cioran, e muitíssimos mais.

O fato de que essas e outras eminências fossem racistas não legitima o racismo, em primeiro lugar, e é antes uma prova contundente de que o talento literário pode coexistir com a cegueira, a imbecilidade e os extravios políticos, cívicos e morais, como o afirmou, de maneira impecável, Albert Camus.

Wikileaks e conspirações

terça-feira, 14 dezembro, 2010

Se é verdade que o Wikileaks divulgou apenas 0,6% dos documentos confidenciais que afirma possuir, então os teóricos da conspiração ainda podem ter uma leve esperança. Talvez, entre os terabytes de documentos digitais que a organização obteve, estejam as provas definitivas de que o homem jamais foi a Lua, o governo norte-americano mantem extraterrestres vivos na Base 51 ou que o mesmo governo já sabia do ataque a Pearl Harbour antes dele acontecer.

Ou, talvez, o que é ainda mais provável, a realidade seja mais simples e intrincada do que estas fantasias e o Wikileaks acabará por demonstrar que nenhuma delas passa disso: um conjunto curioso e um tanto divertido de ideias deslocadas. O que tem sido revelado é tão interessante e eventualmente bizarro que ofuscaria uma revelação bombástica como as citadas no parágrafo anterior? Não sei, mas seria no mínimo curioso morder a língua e ver alguma conspiração revelada – mesmo que não seja nenhuma das mais famosas e badaladas. Que os Smurfs são uma forma de propaganda do comunismo já seria de bom tamanho.

40 anos esta noite

sexta-feira, 4 setembro, 2009

No dia 02 de setembro, a Internet fez 40 anos. Em comemoração a esta data, os políticos brasileiros decidiram bocoitá-la, censurá-la, diminuir a sua (falo com você mesmo) participação, dirigi-la, de forma que possa ser a menos daninha possível aos interesses deles. A eterna tentação autoritária dá novamente as caras – na verdade, ela nunca se ausenta totalmente – da forma mais absurda, escancarada, ilógica; querem proibir até mesmo as charges políticas em tempos de eleição.

Não se engane: a sedução do tacape estende-se a todos os espectros políticos. Na reunião que tratou deste projeto, não houve uma única voz discordante. Da esquerda à direita, todos foram favoráveis ao cerceando da nossa liberdade. Foi preciso que o STF dissesse o óbvio, sobre a inconstitucionalidade do projeto, para que ele fosse revisto e desmontado – e ainda assim, corremos o risco desta estrovenga ser votada no Congresso.

Como sempre em se tratando de ideias equivocadas sobre a internet, há o dedinho do Eduardo Azeredo, que, mesmo após a gritaria contrária às restrições, ainda insiste em equipar o Youtube às concessões de rádio e TV. Já percebeu que, nos noticiários televisivos, sempre que um candidato é citado, logo em seguida entram notas sobre seus adversários? Não, não é uma tática jornalística; é uma imposição estatal. A mesma imposição que eles desejam estender a internet.

Para variar, o Brasil vai de vento em popa rumo ao passado.

Mais TV e menos internet?

sábado, 23 maio, 2009

“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”

Foi o recado dado pelo ministro das comunicações, Hélio Costa, no 25o. Congresso Brasileiro de Radiodifusão. Pausa para o Dr. Plausível, por favor:

HAHAHAHAHA

É isso: além de governados por gente que viaja o mundo com os cinco meses de salário que pagamos como impostos anuais, eles estão – convenientemente – desconectados da realidade. Enquanto um ministro das comunicações nega a internet, o senador Eduardo Azeredo deseja fazer da mesma rede um big brother e obrigar os provedores a ser cúmplices do estado que a todos vigia.

O juiz e as gostosas

segunda-feira, 2 fevereiro, 2009

Bons tempos aqueles em que, para escrever o que bem entendesse, um juiz recorria à ficção e não a própria sentença para isso. Recentemente, o ministro do STF, Eros Grau (neste caso, nome é destino), lançou um romance chamado Triângulo no Ponto, em que mistura uma trama política que se passa na época da ditadura (o que esperar de um ex-membro do partidão?) a descrições de cenas de sexo que, se levarmos em consideração o que fui divulgado por aí, poderiam muito bem concorrer ao prêmio Bad Sex in Fiction Award da Literary Review.

Agora, um juiz do Rio de Janeiro aproveitou a sentença a favor da idenização de um consumidor pela empresa fabricante de um aparelho de televisão defeituoso para tecer comentários sobre o Big Brother Brasil e futebol. Em qualquer outra situação, se alguém viesse conversar comigo sobre estes temas tão excitantes, eu bocejaria logo nas primeiras palavras do infeliz. Como se trata de um juiz e de uma decisão judicial, a coisa toma outro rumo, bastante ridículo:

“Na vida moderna, não há como negar que um aparelho televisor, presente na quase totalidade dos lares, é considerado bem essencial. Sem ele, como o autor poderia assistir às gostosas do Big Brother, ou o Jornal Nacional, ou um jogo do Americano x Macaé, ou principalmente jogo do Flamengo, do qual o autor se declarou torcedor?”

Não satisfeito, o distinto ainda completou:

“Se o autor fosse torcedor do Fluminense ou do Vasco, não haveria a necessidade de haver televisor, já que para sofrer não se precisa de televisão.”

A decisão pode ser lida na íntegra no site Última Instância. Eros Grau fez escola.

Duas dicas imperdíveis

terça-feira, 23 dezembro, 2008

Se você gostou do post De Norman Rockwell a Hugo Pratt, então siga o conselho da minha amiga e leitora do blog, Ana: neste endereço, há uma entrevista de Pratt em francês – no Youtube. Mesmo que o seu francês seja pedrestre como o meu, vale (muito) a pena vê-lo desenhando Corto Maltese.

Já o post que mais reações apaixonadas gerou, como quase todo texto ou posicionamento político, O Sonho Sombrio de Stálin (uma aliteração tão óbvia que parece letra dos Engenheiros do Hawai), ganhou um adendo respeitável graças ao leitor Zé das Couves: a versão legendada em português do documentário The Soviet Story. Em 13 partes no Youtube.

Certamente, a parte mais gratificante do trabalho de se manter um blog é quando ele começa a conectar pessoas, que chegam a contribuir com seus comentários. Obrigado aos meus poucos, porém fiéis leitores.

The Soviet Story: O sonho sombrio de Stálin

sexta-feira, 24 outubro, 2008

Campos de trabalho forçado, genocídio, fome em massa, expurgos, perseguições, pilhas de cadáveres em valas imensas, tudo liderado por um estado policial, monstruso, corrupto e violentíssimo. Não, não é a Alemanha de Hitler. O impressionante documentário The Soviet Story, produzido pelo Parlamento Europeu e dirigido por Edvins Šnore, mostra como o União Soviética de Stálin tornou-se o celeiro das atrocidades contra povos inteiros, marca registrada da carnificina travestida de período de tempo que foi o longo e sombrio século XX. Vítimas de comunismos e nazismos, tombaram, com certeza, ao menos 150 milhões de indivíduos. É importante dizer duas coisas: que esta cifra macabra foi atingida em tempos de paz, não durante guerras, e foi obra direta de uma estratégia de manutenção e conquista do poder, e que, ao contrário do que muita gente imagina, foram os regimes comunistas os campeões em assassinatos.

The Soviet Story tem algumas cenas bastante perturbadoras – em especial quando relatam o chamado Holocausto Ucraniano, quando o governo soviético fez uso da fome para silenciar a província pouco amigável às determinações do estado. O documentário esforça-se em demonstrar que Hitler e sua patota depravada teria se inspirado no que havia de mais moderno e bacana em matéria de destruição, extermínio, racismo e controle estatal com os camaradas que, até então, estavam sendo bem-sucedidos. Nesta página, dá para ver dois cartazes nazis e comunas praticamente idênticos.

A cópia a que assisti era narrada em inglês e as legendas estavam em… bom, alguma língua que minha cultura biglota me impede de reconhecer. Infelizmente, durante as entrevistas, não há legendas ou dublagem em inglês, o que atrapalha um bocado. Nem preciso dizer que obtive esta produção de uma forma, digamos, alternativa, não é mesmo? O que não importa muito: é uma obra imperdível.

A propósito, como já sabemos, o capitalismo está morto, como bem mostra o Eduardo Carvalho, reproduzindo esta charge da Economist:

Políticos? Não, obrigado.

sexta-feira, 10 outubro, 2008

Do blog do Daniel Piza, comentando as últimas eleições:

Quanto aos cargos legislativos, só posso comentar o caso paulistano: poucas vezes vi, em vinte anos como eleitor, uma oferta de nomes tão pobre e tantas vezes anedótica. Os novos vereadores são um amontoado de inexperientes, famosos por outros motivos, e de donos de antigos currais eleitorais. Gente decente e capaz se afasta mais e mais do mundo da política.

Eu sei que muita gente não gosta desta minha teoria; aliás, já tive uma discussão irritante e amarga a respeito com um colega. Mas, mesmo assim, vou falar disso aqui: para mim, só existem dois tipo de pessoas que se metem no mundo da política, digamos, institucional.

O primeiro grupo, numericamente minúsculo, é dos que são políticos de verdade. São aqueles que se movem com desenvoltura no meio político, entendem seus detalhes, suas artimanhas complexas e as conseqüências de alianças e rompimentos. Esta habilidade nada tem a ver com os interesses do eleitorado, com a filiação ideológica ou mesmo com os interesses pessoais do político. São os nomes que serão lembrados pela própria atuação(claro que ditadores e proto-ditadores estão fora desta turminha, não passam de figuras desprezíveis). Esta categoria apenas agrupa aqueles que conjugam a habilidade ao prazer (ué, por que não?) que extraem de sua atividade. Pode-se concordar ou não com eles, votar neles ou desejar que desapareçam do mapa, mas não conseguimos ignorá-los, pois são os que fazem o Planeta Política se mover.

O segundo e majoritário grupo é dos manés. O mané não é um político, ele se envolveu com a política talvez por incompetência em passar num concurso público, talvez por puro desejo de ganhar uns bons trocados pagos pelos nossos bolsos. Ex-cantores, Ex-big brothers, ex-strippers, ex-quase-famosos, ex-qualquer coisa, é uma multidão formada pelos que nada mais têm a perder ou a oferecer e enxergam na política apenas mais uma carreira vulgar da qual pretendem extrair tudo o que puderem e ali permanecer, se possível. Ao assistir ao desfile deprimente de candidatos que nada têm a dizer no abominável horário eleitoral gratuito, é exatamente esta impressão que eles nos passam: são apenas candidatos a um cargo na grande empresa deficitária e ineficiente chamada estado.

É claro que no meio deste imenso conjunto de inexpressivos, que não passam de um nome e um número, deve haver um ou dois políticos. Mas, como reconhecê-los?

Dois pesos…

quarta-feira, 6 agosto, 2008

Causou algum alarde o pacote de medidas aprovadas para regulamentar os SACs (Serviço de Atendimento ao Consumidor) telefônicos. Quem já tentou cancelar um mísero cartão de crédito que sequer é usado há meses sabe das agruras a que o consumidor pode ser obrigado a passar. A medida vem em boa hora, mas dizem que só foi para frente graças a ministros e outros figurões que teriam sido mal atendidos por call centers da vida.

Como nada é perfeito, há dois pontos que deveriam ser revistos: a obrigatoriedade de atendimento em 20 segundos e a disponibilidade 24 horas por 7 dias. Qualquer profissional ou executivo de TI/telecom sabe que manter um call center com este grau de exigência é loucura; cumprir esta norma custará muito, muito, muito caro para a maioria destas empresas, que acabarão repassando este custo. Daqui a pouco teremos algum político aproveitando-se para berrar que o custo não pode ser repassado para o consumidor – mais um típico impasse do Bananão. É verdade que agências reguladoras existem para determinar normas que visam a garantir certos parâmetros de qualidade do serviço prestado ao consumidor, mas também é verdade que não deveriam atrapalhar a atividade econômica impondo regras irreais.

Infelizmente, as empresas são as únicas responsáveis pela péssima imagem que têm; a qualidade do atendimento ao consumidor final é, na melhor das hipóteses, sofrível. No entanto, é surpreendente como a rejeição que o brasileiro tem destas instituções privadas não se reflete na avaliação que faz do estado. A começar pela aceitação deste termo ridículo: contribuinte. Em quê eu contribuo, afinal? Apenas para ampliar o caixa do estado e impedir, ou melhor, adiar a sua bancarrota. Não somos contribuintes, somos pagadores de impostos, como os norte-americanos dizem. Talvez, e bota talvez nisso, se extirpássemos de nossas cabeças essa idéia ridícula de contribuição, poderíamos nos tornar tão chatos e exigentes com o estado quanto somos com as empresas privadas.

Porque nada justifica um órgão como este aqui disponibilizar contato apenas por meio de um número de telefonia fixa – além do site, muito bom, por sinal. Por que diabos eu, que já paguei toneladas de impostos, tenho que gastar para entrar em contato com o estado? Que lógica perturbada é esta em que o estado, que me tomou parte do dinheiro que eu ganhei com meu trabalho, repassa uma parte dos custos que deveriam ser dele de novo para mim? Por que uma empresa privada é obrigada a disponibilizar um número gratuito, vulgo 0800, e o estado, para quem são desviados cinco meses de cada ano que eu e você trabalhamos, não sofre da mesma obrigação? E o mais intrigante: por que a gente aceita isso?

Recorrendo a sociologia de boteco, o brasileiro mantém com o estado uma relação ambígua de desprezo, subserviência e desejo. Desprezo porque não acredita nos políticos e nas instituições democráticas (o que é ainda pior, pois este é o flanco que os ditadores adoram usar para se inflitrar). Subserviência pois acredita que o governo e o estado são a mesma coisa e têm o direito de se meter na vida privada dos indivíduos (ninguém ficou assustado com as últimas notícias envolvendo a Polícia Federal e a telefonia) e ditar os rumos da atividade econômica. Por fim, graças àquela precisa definição de povo cordial do Gilberto Freyre; a maioria deseja uma sinecurazinha não apenas para si, mas para todos os seus agregados. Infelizmente, este ambiente não favorece o surgimento de pagadores de impostos, mas de contribuintes.

O Outro lado

quarta-feira, 16 julho, 2008

Se o projeto do senador Eduardo Azeredo pode significar um retrocesso na internet brasileira, é por meio desta mesma internet que absurdos são descobertos e exibidos por pessoas comuns, como eu e você.

Não vou descrever o caso, porque o Cardoso escreveu sobre ele de forma muito melhor do eu que faria.


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