Os 17 livros de autores nascidos em Guiné-Bissau mais bacanas publicados em 1973 no Panamá

Sim, sim, as listas. Inevitáveis e simples, fizeram a fama de Nick Hornby e são uma deliciosa parte do blog do Paulo, que gosta do número 13. Então, faço a minha primeira, registrando o que penso ser um dos meus grandes defeitos: a lista de livros que estou lendo ao mesmo tempo.

1. A Busca, de John Battelle;
2. Os Intelectuais, de Paul Johnsohn;
3. Oppenheimer – O Pai da Bomba Atômica, de Peter Goodchild;
4. The Difference Engine, de William Gibson e Bruce Sterling.

Estou sofrendo para passar das primeiras páginas de A Busca, não por falta de qualidades do texto, mas por quase sempre me lembrar dele na hora de dormir. O problema é que só vou para a cama quando Morfeu aparece na minha frente com um porrete na mão, como se tivesse saído de um episódio de Pernalonga, e acabo consumindo uma ou duas páginas antes de começar a roncar. O livro é bom, muito. Battelle é um dos fundadores da Wired e sabe do que está falando – não apenas do Google, mas de toda a cultura ao redor do conceito de “busca”.

Os Intelectuais é um livro cruel e saboroso. É bastante comum que eu simplesmente escolha um dos capítulos de forma aleatória e o leia novamente. Deveria ser um livro obrigatório para quem ainda acredita na “missão divina” dos nossos intelectuais e prostra-se diante de qualquer asneira dita por estas figuras. Menos: bastaria, se houvesse algum genuíno interesse na verdade, ler as biografias de Rousseau e Marx dissecadas por Johnson neste livro.

Toda vez que leio o nome de Peter Goodchild, na capa de Oppenheimer, lembro-me de Trevor Goodchild, personagem bizarro do desenho animado Aeon Flux (por Deus, jamais assista ao filme). É uma biografia interessantíssima de um personagem que esteve bem no meio de alguns dos eventos mais importantes do século XX. Oppenheimer foi um homem incapaz de mostrar interesse por qualquer frivolidade intelectual – e isso era particularmente verdadeiro em relação às pessoas que conviveram com ele. Vistos hoje, empreendimentos gigantescos como o Projeto Manhattan e Apolo parecem-se mais com ficção científica steampunk (mais a respeito no próximo livro da lista) e não com algo que realmente aconteceu; parte do fascínio desta biografia vem exatamente desta sensação. A partir da metade, o livro, que foi escrito em conseqüência de um documentário da BBC no início dos anos 80, debruça-se as investigações sobre suas supostas atividades comunistas na juventude. É onde estou parado.

The Difference Engine é uma ficção científica steampunk, que cria uma “realidade alternativa” envolvendo o século XIX e a tecnologia das máquinas a vapor. Neste livro, Gibson e Sterling exploram a possibilidade de Charles Babbage obter sucesso na construção do primeiro computador analógico por volta de 1850. Mal comecei a leitura, motivada especialmente por um projeto pessoal do qual falarei apenas quando ele ficar interessante. Por enquanto, poupo qualquer leitor eventual deste blog da chateação de aturar descrições de histórias ainda não escritas.

Anúncios

2 Respostas to “Os 17 livros de autores nascidos em Guiné-Bissau mais bacanas publicados em 1973 no Panamá”

  1. evelynpetersen Says:

    Os intelectuais, muito bom. Paul Johnson é viciante. Não vejo a hora de ler “Os criadores”.

  2. A hora e a vez de Ada Lovelace « Universo Tangente Says:

    […] Posts relacionados: O gênio desconhecido de Alan Turing Os 17 livros de autores nascidos em Guiné-Bissau mais bacanas publicados em 1973 no Panamá […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: