Archive for outubro \31\UTC 2008

É nóis na fita!

sexta-feira, 31 outubro, 2008

Se o livro vendeu tanto e tanta gente […] leram este livro e acreditaram realmente que havia saída para a óbvia furada na qual estavam […]

Sim, eu escrevi isso (mas já corrigi o post, claro, então fica sem o link)! Se serve como desculpa, primeiro eu havia escrito “eles” e depois, por alguma razão que apenas Darth Vader sabe, troquei por “tanta gente”. A revisão foi para a vala e o resultado final é este aí – uma construção digna dos estudantes brasileiros no Pisa. What a shame.

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O segredo da crise financeira

quinta-feira, 30 outubro, 2008

Subprime? Nãnãnãnaninha, a verdadeira causa para a monstruosa crise financeira que enfrentamos é um livro. Isso mesmo, um simples livro: O Segredo. Vendido aos milhões pouco tempo antes da crise, esta bizarra produção de auto-ajuda prega que, se você desejar algo com afinco, o Universo irá lhe atender. Isso, o Universo. Não, nada de Deus, São Judas Tadeu ou MacGyver; quem lhe atenderá será o Universo. Sabe por quê? Porque você faz parte dele e pode influenciá-lo. Mais: a ciência, na verdade, a física quântica, pode explicar isso.

Não, eu não estou brincando. É sério. Digo, é sério: quem escreveu este livro realmente acredita nisso – e boa parte de seus leitores também.

Agora, vamos juntar dois mais dois. Se o livro vendeu tanto e tanta gente (o investidor, o banqueiro e o cidadão norte-americano com três hipotecas de casas a pagar) leu este livro e acreditou realmente que havia saída para a óbvia furada na qual estava se metendo, então a única conclusão a que posso chegar é: todos eles pediram ardorosamente para que o Universo os atendesse e pagasse suas dívidas. Nem preciso dizer que o Universo não está nem aí para os leitores de O Segredo, não é?

Aviso: se você ainda não ligou o ironiômetro, mais conhecido como tecla SAP, por favor, faça-o agora e releia o post.

Enfim, como eu já havia feito antes, em Agora vai! e um documentário duvidoso, deixo aqui a dica para quem quiser ler uma argumentação cética que demonstra os absurdos, contradições e a perversidade do pensamento embutido em O Segredo, diretamente do Dragão da Garagem:

O Guia Cético para assistir a “O Segredo” – Parte 1
O Guia Cético para assistir a “O Segredo” – Parte 2
O Guia Cético para assistir a “O Segredo” – Parte 3

The Soviet Story: O sonho sombrio de Stálin

sexta-feira, 24 outubro, 2008

Campos de trabalho forçado, genocídio, fome em massa, expurgos, perseguições, pilhas de cadáveres em valas imensas, tudo liderado por um estado policial, monstruso, corrupto e violentíssimo. Não, não é a Alemanha de Hitler. O impressionante documentário The Soviet Story, produzido pelo Parlamento Europeu e dirigido por Edvins Šnore, mostra como o União Soviética de Stálin tornou-se o celeiro das atrocidades contra povos inteiros, marca registrada da carnificina travestida de período de tempo que foi o longo e sombrio século XX. Vítimas de comunismos e nazismos, tombaram, com certeza, ao menos 150 milhões de indivíduos. É importante dizer duas coisas: que esta cifra macabra foi atingida em tempos de paz, não durante guerras, e foi obra direta de uma estratégia de manutenção e conquista do poder, e que, ao contrário do que muita gente imagina, foram os regimes comunistas os campeões em assassinatos.

The Soviet Story tem algumas cenas bastante perturbadoras – em especial quando relatam o chamado Holocausto Ucraniano, quando o governo soviético fez uso da fome para silenciar a província pouco amigável às determinações do estado. O documentário esforça-se em demonstrar que Hitler e sua patota depravada teria se inspirado no que havia de mais moderno e bacana em matéria de destruição, extermínio, racismo e controle estatal com os camaradas que, até então, estavam sendo bem-sucedidos. Nesta página, dá para ver dois cartazes nazis e comunas praticamente idênticos.

A cópia a que assisti era narrada em inglês e as legendas estavam em… bom, alguma língua que minha cultura biglota me impede de reconhecer. Infelizmente, durante as entrevistas, não há legendas ou dublagem em inglês, o que atrapalha um bocado. Nem preciso dizer que obtive esta produção de uma forma, digamos, alternativa, não é mesmo? O que não importa muito: é uma obra imperdível.

A propósito, como já sabemos, o capitalismo está morto, como bem mostra o Eduardo Carvalho, reproduzindo esta charge da Economist:

Conselhos para uma profecia furada

terça-feira, 21 outubro, 2008

A Universo Tangente Relações Públicas, em seu contínuo esforço na melhoria da comunicação corporativa, pessoal e intergalática, deseja oferecer sugestões para desculpas esfarrapadas para profecias não cumpridas. Caso você tenha sido abduzido por extraterrestres nos últimos 40 dias, não deve ter lido ou ouvido falar da médium canalizadora (não pergunte) Blossom Goodchild, que previu a chegada dos alienígenas da Federação da Luz ao nosso planetinha. Segundo a tia com jeitão de Ana Maria Braga, uma imensa nave-mãe se faria visível nos dias 14, 15 e 16 de outubro de 2008, para que nós, pobres-coitados poucos evoluídos, tivéssemos a oportunidade de saber que os ETs estão aqui para nos ajudar, afinal, vieram em paz e amor, bicho. Como nenhuma nave foi vista nos céus terráqueos na última semana e a tal profecia foi um fiasco mais ridículo do que a pífia passagem do cometa Halley em 1986, nós, da UTRP, temos o prazer de oferecer uma lista de possíveis desculpas, ops, causas que podem ser alegadas por todos os canalizadores que confirmaram a vinda dos homenzinhos de luz verde:

1) Erro na conversão da data estelar
Quem disse que 14/10/2008 é uma data terrestre? Pode muito bem ser a data estelar de acordo com a Convenção de Tanhauser-Gate, firmada entre os vulcanos e o Conselho Jedi. E mais: eles podem ter tido problemas na conversão da data estelar para o calendário terrestre e cometido um mero erro de cálculo – na verdade eles aparecerão aqui por volta de 20/08/4110.

2) Eles estiveram aqui sim, você não viu?
Então você não era um dos escolhidos, sinto muito. Mais sorte da próxima vez.

3) Aquele pontinho brilhante no céu de Quixeramobim… Sim, eram eles.
A foto publicada na internet no dia 15 de outubro mostrava um intrigante espaço brilhante no céu de uma pequena cidade. Com certeza eram eles. Aposto minha carreira nisso.

4) A Terra ainda não está pronta.
Os nossos companheiros espaciais decidiram, diante de todo o burburinho gerado pela mensagem, não mais nos visitar porque consideraram que a humanidade não está preparada ainda para a sua chegada. Infelizmente, teremos que passar por mais ciclos de evolução até que finalmente estejamos espiritualmente preparados para a ascensão prometida pelos nossos irmãos do espaço. Talvez depois que o sistema financeiro global derreter ou as calotas polares, quem sabe?

5) Engarrafamento em Alfa-Centauri
Todos sabemos que o trânsito urbano torna-se a cada dia mais complicado; ora, por que supor que no espaço a coisa seja diferente? Pense bem: bilhões de bilhões de estrelas, logo, grande possibilidade de existência de civilizações avançadas, logo temos um universo apinhado de naves que precisam se deslocar. O resultado mais óbvio é um baita engarrafamento nos grandes corredores de trânsito intergalático, como Alfa-Centauri, estrela mais próxima da Terra depois do Sol e certamente um cruzamento movimentado para os milhares de OVNIs que nos visitam todos os anos.

A Feira

quarta-feira, 15 outubro, 2008

Sim, todo mundo já sabe disso, mas comento assim mesmo: começamos, digo, o Brasil começou bem na sua participação na Feira do Livro de Frankfurt. Primeiro, o onipresente Paulo Coelho deu uma bronca no ministro da cultura que não atendeu a seu convite para estar na abertura do evento, presidida pelo escritor popstar. Verdade seja dita: Coelho tem razão. Não há maior ou melhor vitrine para a literatura de um país. Ainda que eu tenha certa resistência a juntar num mesmo balaio chamado literatura nacional autores e livros de todo tipo e não entenda para quê serve um ministro da cultura, não tenho como negar que é esta a forma de organização da Feira e que deixar de explorá-la seria mesmo um tiro no pé. Logo, a presença de um representante do governo seria, por assim dizer, mais do que esperada. Depois, ficamos sabendo que as prateleiras das editoras nhambiquaras estão vazias porque o pacotão contando os milhares de títulos simplesmente não chegou. Há quem afirme que uma alerta colado ao envelopão daria a entender tratar-se de conteúdo corrosivo ou nocivo à saúde, e que isto o teria retido na Espanha. Como é? Alguém grudou um adesivo no Sedex de duas toneladas enviado ao maior evento literário mundial dizendo que a literatura brasileira corrói? A desculpa só não é mais absurda do que a visão das plateleiras vazias, que chega a ser deprimente. E não, não farei piada alguma sobre isso. Porque a piada somos nós.

Hã… Ok, só uma.

Topifaive Os Melhores Romances Que Ainda Não Li

segunda-feira, 13 outubro, 2008

Estou me apropriando de um comentário postado aqui pelo Rafael Costa, mas na verdade faz algum tempo que quero montar esta listinha. Certamente, ela é bem mais extensa, então escolhi apenas 5 romances que já estiveram em minhas mãos e, por um motivo ou outro, não foram lidos. Como eu mesmo disse, os livros que não lemos nos tornam extremamente cultos e interessantes.

1) O Náufrago, de Thomas Bernhard

Éééé…. Mancha indesculpável no currículo de um admirador de Bernhard. Mas corrigirei isto em breve e ainda escreverei a respeito aqui.

2) A Montanha Mágica, de Thomas Mann

A humanidade, as aspirações da Europa, as contradições e embates, tudo isso reunido num sanatório. Confio totalmente em Thomas Mann para uma empreitada que nas mãos de outros, bom, melhor nem pensar nisso… Além do quê, é um dos livros preferidos da marie – o que já é um baita selo de qualidade.

3) O Homem Sem Qualidades, de Robert Musil

Já li em algum lugar que só dá para considerar O Homem Sem Qualidades como um romance mesmo até a página 100. Como não faço idéia do que isso quer dizer e só leio elogios ao catatau que Musil levou trinta anos para compor, está na minha lista.

4) O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti

O elogiadíssimo romance interessa-me pelo tema: a vida como a espera medíocre por uma grande batalha, pelo o grande momento que a redima, que lhe confira sentido. Mas o embate nunca virá.

5) Finnegans Wake, de James Joyce

Dizem ser a sua obra-prima e, obviamente, a de leitura mais difícil, misturando palavras em diversas línguas a seu estilo único. O Ruy Goiaba desenterrou a música que inspirou o título do livro e publicou sua letra e uma versão em áudio aqui. Leia, ouça e terá que concordar comigo: esses irlandeses são uns fanfarrões.

Humor em Thomas Bernhard: Por que só eu não vejo isso?

sábado, 11 outubro, 2008

O romance Árvores Abatidas, de Thomas Bernhard, é a inspiração para uma história que ainda estou desenvolvendo – na verdade, ela encontra-se engavetada. Acredito realmente que as histórias têm um tempo certo para ser contadas, ou, dito de forma menos idiota, acredito que as histórias deveriam esperar o amadureciemnto do escritor. Não me sinto ainda capaz de escrevê-la, simples assim, logo, ficará na gaveta (também conhecida como HD do computador) por enquanto. Enfim, como diria o Inagaki, tergiverso, tergiverso – eu queria mesmo era falar de Bernhard.

Talvez eu seja como o amigo da Olivia, que afirmou: “minhas influências são Kafka, Beckett, Schopenhauer e a hiena do desenho“. Simplesmente não consigo encontrar o tal humor que tanta gente vê nas obras de Thomas Bernhard. Posso admitir boa dose de ironia e até sarcasmo, mas humor mesmo, aquele rárárárá, nem o humor do lado sombrio da força(*). Não sei se é um defeito meu, e talvez eu devesse achar que perdi alguma coisa nos livros que li faz algum tempo – talvez a releitura me mostre esta graça perdida. Como dizem os superiores aos soldados rasos que se recusam a acatar alguma coisa aparentemente óbvia: “o senhor está certo, o resto do mundo está enganado”, com ênfase na ironia do termo “senhor”.

Li, com considerável atraso, no Digestivo Cultural, sobre a peça Árvores Abatidas, que adapta o romance homônimo não apenas para o palco de Curitiba, mas também para o universo cultural curitibano, trocando referências a Viena e seus personagens por citações paranaenses. Em entrevista ao site, o diretor Marcos Damasceno disse que a opção da montagem foi pegar o que havia de humor na ferrenha crítica de Bernhard a impostura intelectual de seus pares e ampliar ao máximo. Citando a entrevista:

A montagem de Árvores Abatidas virou na maior parte do tempo uma comédia. Isso foi intencional?
Seguimos alguns caminhos nos primeiros ensaios até encontrarmos o tom geral do espetáculo. O primeiro mês foi só para achar esse tom. E quando vimos que estava ficando muito sério – afinal, o protagonista está sempre criticando, falando mal dos outros – ficamos com medo dele ficar arrogante demais. Então buscamos o humor para tentarmos criar uma empatia maior entre a platéia e a narradora.

Esse humor não foi um tanto exagerado?
O exagero é uma característica do próprio Thomas Bernhard. Exagero na linguagem, pela repetição de palavras e frases, e também pela caricatura que ele faz com os personagens quase estereotipados.
Isso causa bastante humor. Os personagens não têm um desempenho naturalista, uma voz naturalista. O Auersberger, por exemplo, é o bêbado. E se ele era para ser o bêbado, o deixamos ainda mais bêbado.
O estereótipo no teatro normalmente é algo depreciativo, mas aqui buscamos justamente isso, seguindo o Thomas Bernhard, na nossa visão.

Enfim, concordando ou não com esta visão, vale destacar um trecho curioso da entrevista para aqueles que apreciam a literatura de Bernhard: a relação de Árvores Abatidas com a realidade da Áustria que ele odiava.

O subtítulo do romance Árvores Abatidas (na tradução de Lya Luft) é “uma provocação”. O Thomas Bernhard chegou a ser processado por provocar pessoas reais no livro, não?
Sim. O Thomas Bernhard realmente conviveu com as pessoas descritas no livro. Todas eram reais. A única coisa que ele fez foi alterar o nome do músico Gerhard Lampersberger, que ficou no romance como Auersberger.
Quando o Thomas Bernhard lançou Árvores Abatidas, o Lampersbereger leu e falou: “espera aí, esse sou eu!”. Não há dúvida. E como ele é esculhambado no romance, ele conseguiu proibir a venda do livro.
Depois de alguns anos é que Árvores Abatidas pôde ser publicado na Áustria. Mas aí o Bernhard, um sujeito difícil, escreveu um testamento no qual proibia a publicação e a encenação das suas obras em território austríaco, após a sua morte.
Isso aconteceu mesmo, por um tempo, até que um meio-irmão do Bernhard conseguiu dar um jeito de burlar o testamento. Hoje o Thomas Bernhard é publicado, montado e reverenciado em toda a Áustria.

(*) Hoje, num shopping aqui de beagá, um sujeito vestido de Boba Fett me parou e perguntou se eu pertencia a Aliança Rebelde. Foi, de longe, o momento mais assustador da semana, superando até mesmo a implosão do mercado financeiro mundial.

Só por ironia…

sexta-feira, 10 outubro, 2008

Políticos? Não, obrigado.

sexta-feira, 10 outubro, 2008

Do blog do Daniel Piza, comentando as últimas eleições:

Quanto aos cargos legislativos, só posso comentar o caso paulistano: poucas vezes vi, em vinte anos como eleitor, uma oferta de nomes tão pobre e tantas vezes anedótica. Os novos vereadores são um amontoado de inexperientes, famosos por outros motivos, e de donos de antigos currais eleitorais. Gente decente e capaz se afasta mais e mais do mundo da política.

Eu sei que muita gente não gosta desta minha teoria; aliás, já tive uma discussão irritante e amarga a respeito com um colega. Mas, mesmo assim, vou falar disso aqui: para mim, só existem dois tipo de pessoas que se metem no mundo da política, digamos, institucional.

O primeiro grupo, numericamente minúsculo, é dos que são políticos de verdade. São aqueles que se movem com desenvoltura no meio político, entendem seus detalhes, suas artimanhas complexas e as conseqüências de alianças e rompimentos. Esta habilidade nada tem a ver com os interesses do eleitorado, com a filiação ideológica ou mesmo com os interesses pessoais do político. São os nomes que serão lembrados pela própria atuação(claro que ditadores e proto-ditadores estão fora desta turminha, não passam de figuras desprezíveis). Esta categoria apenas agrupa aqueles que conjugam a habilidade ao prazer (ué, por que não?) que extraem de sua atividade. Pode-se concordar ou não com eles, votar neles ou desejar que desapareçam do mapa, mas não conseguimos ignorá-los, pois são os que fazem o Planeta Política se mover.

O segundo e majoritário grupo é dos manés. O mané não é um político, ele se envolveu com a política talvez por incompetência em passar num concurso público, talvez por puro desejo de ganhar uns bons trocados pagos pelos nossos bolsos. Ex-cantores, Ex-big brothers, ex-strippers, ex-quase-famosos, ex-qualquer coisa, é uma multidão formada pelos que nada mais têm a perder ou a oferecer e enxergam na política apenas mais uma carreira vulgar da qual pretendem extrair tudo o que puderem e ali permanecer, se possível. Ao assistir ao desfile deprimente de candidatos que nada têm a dizer no abominável horário eleitoral gratuito, é exatamente esta impressão que eles nos passam: são apenas candidatos a um cargo na grande empresa deficitária e ineficiente chamada estado.

É claro que no meio deste imenso conjunto de inexpressivos, que não passam de um nome e um número, deve haver um ou dois políticos. Mas, como reconhecê-los?

Um momento histórico

quarta-feira, 8 outubro, 2008

Um dos nossos grandes e mais comuns equívocos é acreditar que vivemos:

a) No melhor dos mundos, ou;
b) No pior dos mundos, ou;
c) Num tempo relevante e único para a história da humanidade.

Então, permitam-me cometer o terceiro erro e afirmar, sem sombra de dúvidas, que estamos assistindo a um evento ímpar na existência humana.

Não, não é a crise econômica mundial. Entre na prestigiosa lista dos piores filmes de todos os tempos mantida pelos usuários do onipresente IMDB (Internet Movie Database) e veja que uma produção que mal acabou de estrear está na primeira colocação, com a espantosa nota de 1.3 – num total de 10! É Disaster Movie, mais uma paródia sem graça e de mau gosto de outros filmes também recentes, e que no Brasil recebeu o nome de Super Heróis – A Liga da Injustiça em referência a outro produto do mesmo nível lançado por aqui no ano passado.

Preciso dizer que o filme liderou as bilheterias brazucas no último final de semana, totalizando 2 milhões de reais em apenas 3 dias de exibição?