Políticos? Não, obrigado.

Do blog do Daniel Piza, comentando as últimas eleições:

Quanto aos cargos legislativos, só posso comentar o caso paulistano: poucas vezes vi, em vinte anos como eleitor, uma oferta de nomes tão pobre e tantas vezes anedótica. Os novos vereadores são um amontoado de inexperientes, famosos por outros motivos, e de donos de antigos currais eleitorais. Gente decente e capaz se afasta mais e mais do mundo da política.

Eu sei que muita gente não gosta desta minha teoria; aliás, já tive uma discussão irritante e amarga a respeito com um colega. Mas, mesmo assim, vou falar disso aqui: para mim, só existem dois tipo de pessoas que se metem no mundo da política, digamos, institucional.

O primeiro grupo, numericamente minúsculo, é dos que são políticos de verdade. São aqueles que se movem com desenvoltura no meio político, entendem seus detalhes, suas artimanhas complexas e as conseqüências de alianças e rompimentos. Esta habilidade nada tem a ver com os interesses do eleitorado, com a filiação ideológica ou mesmo com os interesses pessoais do político. São os nomes que serão lembrados pela própria atuação(claro que ditadores e proto-ditadores estão fora desta turminha, não passam de figuras desprezíveis). Esta categoria apenas agrupa aqueles que conjugam a habilidade ao prazer (ué, por que não?) que extraem de sua atividade. Pode-se concordar ou não com eles, votar neles ou desejar que desapareçam do mapa, mas não conseguimos ignorá-los, pois são os que fazem o Planeta Política se mover.

O segundo e majoritário grupo é dos manés. O mané não é um político, ele se envolveu com a política talvez por incompetência em passar num concurso público, talvez por puro desejo de ganhar uns bons trocados pagos pelos nossos bolsos. Ex-cantores, Ex-big brothers, ex-strippers, ex-quase-famosos, ex-qualquer coisa, é uma multidão formada pelos que nada mais têm a perder ou a oferecer e enxergam na política apenas mais uma carreira vulgar da qual pretendem extrair tudo o que puderem e ali permanecer, se possível. Ao assistir ao desfile deprimente de candidatos que nada têm a dizer no abominável horário eleitoral gratuito, é exatamente esta impressão que eles nos passam: são apenas candidatos a um cargo na grande empresa deficitária e ineficiente chamada estado.

É claro que no meio deste imenso conjunto de inexpressivos, que não passam de um nome e um número, deve haver um ou dois políticos. Mas, como reconhecê-los?

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