Archive for dezembro \28\UTC 2008

Grandeza e banalidade

domingo, 28 dezembro, 2008

Nota: Escrevi este post meses atrás, logo após a vitória de Obama nos EUA. Fala de um livro desconhecido e cita quase um artigo inteiro a respeito, escrito pelo jornalista João Pereira Coutinho. Publico-o como estava, sem revisões nem links.

Pensei seriamente em escrever sobre o Obama; não, na verdade, eu pensava em falar da euforia que pessoas de lugares tão distintos experimentaram com a eleição norte-americana. Queria dizer que esta felicidade tola e exagerada em relação a um político nada mais é do que sintoma de imaturidade. Mas desisti e confesso ter pouco paciência para tratar deste assunto agora. Vou ao outro lado.

Falo da necessidade de, por vezes, escolher estar alheio ao ruído do mundo. Foi disso que o colunista João Pereira Coutinho tratou na Folha de São Paulo, ao comentar o novo livro de Reinaldo Azevedo. Como o blog do jornalista estava com problemas (nada de links), resolvi extrair o artigo de lá quase totalmente[na verdade, procurarei o link assim que voltar do Natal]:

[…] existe uma passagem do livro que não é para rir. É para ler, meditar, talvez chorar. Acontece a propósito de nada: Reinaldo Azevedo prepara-se para sair de férias e, em momento de trégua, partilha com os leitores do blog a memória feliz de um livro aparentemente menor, “A Morte de um Apicultor”, do sueco Lars Gustafsson.

Quem leu Gustafsson? Curiosamente, eu li. E perguntei-me, durante anos, se seria a única criatura do mundo a lembrar com ternura desse livro imensamente melancólico e belo. É a história de um velho, condenado por doença mortal, que vai anotando, em vários cadernos, os pensamentos, as rotinas e até as dores físicas de uma vida a caminho do fim. “Recomeçamos. Não nos rendemos”, escreve o velho, vezes sem conta. E, com essa frase, termina a sua odisséia, momentos antes de a ambulância vir buscá-lo.

Reinaldo Azevedo evoca “A Morte de um Apicultor” para dizer o que de mais profundo alguém pode dizer sobre a função de uma democracia civilizada: ela existe, precisamente, para que possamos tratar das nossas vidas banais. Para que possamos ser como o velho apicultor do livro: simplesmente interessados nas nossas rotinas, nas nossas famílias, nas nossas memórias privadas. E conclui o colunista: o que é imperdoável na política brasileira não é apenas a corrupção, a boçalidade e a ignorância dos próceres. O que é imperdoável é a existência de uma elite política moralmente miserável que impede esse espaço pessoal e intransmissível onde podemos ser “senhores das nossas lendas” e alheios ao ruído do mundo. No Brasil, tudo é ruído. E no resto do mundo?

No resto do mundo, talvez não. A tese pertence a Luc Ferry e ninguém diria que Luc Ferry e Reinaldo Azevedo dariam um bom par. Mas as aparências enganam. Em “Famílias, Amo Vocês”, um breve ensaio publicado no Brasil pela Objetiva, Luc Ferry retoma a observação pessoal de Reinaldo e elabora uma questão filosófica fundamental: nos tempos que passam, seremos capazes de nos sacrificar por algo ou por alguém? Ao olharmos para o brilhante século 20 e para o longo cortejo de matanças em que a centúria foi pródiga, encontramos milhões de seres humanos que marcharam e mataram em nome de puras abstrações. A Nação. O Partido. O Progresso. A Raça. O Império. O baile terminou em chamas e, hoje, no meio das cinzas, alguns zelotes ideologicamente nostálgicos lamentam o “recolhimento individualista” das nossas sociedades “burguesas” e clamam pelo inevitável, e tantas vezes sanguinário, regresso da “imaginação ao poder”.

A resposta de Luc Ferry é a oposta: devemos festejar o recuo das grandes causas; e devemos, sobretudo, celebrar as pequenas. Devemos celebrar os nossos familiares, os nossos amigos. A nossa tribo. O nosso “pequeno pelotão”, como dizia Burke no século 18. São eles as causas por que vale a pena lutar. São eles que constituem o princípio e o fim das nossas “transcendências”.

Nas palavras do filósofo francês, houve uma “divinização do humano” ou, se preferirem, uma “transcendência na imanência” que leva o Homem ocidental a apenas “sair de si mesmo” para participar no destino daqueles que lhe estão mais próximos. As nossas utopias são pessoais, não coletivas; e esse recuo é prova da nossa maturidade política e de uma certa decência moral.

Ao longo da história, as famílias sempre estiveram ao serviço da política e foram, por vezes, estilhaçadas por ela? É hora de virar o disco: uma sociedade política civilizada deve servir as famílias; deve permitir que estas possam cultivar as suas virtudes sem a intervenção e os constantes abusos do Estado.

E o Brasil será essa sociedade política civilizada no dia em que o ruído do mundo der lugar ao silêncio dos lares. No dia em que for possível, como escreve Reinaldo Azevedo, ter uma alma, cultivar intimidades, guardar as pequenas coisas ridículas, sem que a República conspire com suas sujidades e violências. Será esse o dia em que o famoso dilema de Camus deixará de fazer sentido: a justiça ou a minha mãe?
Obviamente, a mãe.

Porque, como diria um velho apicultor sueco, nós nunca nos rendemos perante o que nos é sagrado. Recomeçamos.

Claro que, após ler este texto, fiquei curioso em relação ao livro de Lars Gustafsson, do qual jamais havia ouvido falar. Agora, vou procurar por A Morte do Apicultor.

Kafka vai ao cinema, de Hanns Zischler

sexta-feira, 26 dezembro, 2008

Descobri este pequeno livro por puro acaso, em um daquelas andanças sem compromisso por livrarias de que tanto gosto. Kafka vai ao Cinema, escrito pelo ator e diretor alemão Hanns Zischler, e publicado no Brasil pela Jorge Zahar, parte dos diários e cartas escritos por Kafka, em especial a sua trinoiva Felice e ao eterno amigo Max Brod, não para encontrar as influências do cinema em sua literatura, mas para oferecer um vislumbre da época, da Europa em o escritor vivera e enlaçá-las com a biografia do escritor de O Processo . Não consigo descrever o livro de forma melhor do que Paul Auster em sua quarta capa:

Um projeto lindo e doido que faz com que o leitor salte e rodopie dentro de uma das mentes mais originais do século XX. O livro de Zischler é uma pedra preciosa.

Graças a uma pesquisa intensa e obsessiva, que incluiu a recuperação de fotos de produção e filmes inteiros antes dados como perdidos, Zischler recheia o livro com imagens deliciosas, melancólicas, vivas. Cartazes de cinema, atores e atrizes desconhecidos por nós e ilustrações detalhadas levam o leitor não apenas de volta ao início do século passado, mas também a compartilhar algumas das impressões que este tempo causara a Kafka. O autor transmite habilmente a cultura nascente do cinema, sua incrível popularização na Europa e certa desconfiança intelectual que havia sobre o novo meio. Basta lembrar da belíssima sequência do Drácula de Bram Stocker, de Coppola, quando uma antiga câmera captura a imagem do Conde Vlad andando por Londres para entender que o cinema era uma espécie de diversão ligeira, leve e popular, que começava a desenvolver uma linguagem própria, a qual o público ia se acostumando e aceitando.

O próprio escritor registraria:  “Fui ao cinema. Chorei. Diversão ilimitada”. Este é o tom de Kafka vai ao cinema, uma visão sobre a vida de Kafka, a idéia sedutora de que o cinema foi, por algum tempo, e de forma bastante esporádica, um lugar para aquietar-se e se render a catarse que seus demônios pessoais lhe impediam de atingir fora das salas de exibição. Zischler afasta-se da tentação de vascular a obra de Kafka a procura de indícios, trechos, notas que indicassem explicitamente a influência do cinema em sua literatura:

Na prosa, a cinematogafia não foi transformada numa tema, nem como técnica nem como imagem; permaneceu estranhamente excluída, como se Kafka, em nítido contraste com muitos escritores de sua geração, duvidasse da possibilidade de ela ser convertida em literatura. Não se pode descartar de todo que as imagens cinematográficas, habilmente camufladas, tenham entrado no desespero farsesco de Karl Rossman [protagonista de América ou O Desaparecido, por exemplo; mas a comprovação disso, que entrementes assumiu a condição de uma quase certeza, não se encontra em lugar algum.

Não tive ainda tempo para comparar este livro ao Querido Franz, da polonesa Anna Bolecka – livro, aliás, que ainda preciso comentar aqui. Para quem não conhece, Querido Franz é um belíssimo romance epistolar narrado pelas cartas de Kafka para e de seus amigos e companheiras, em que a autora preenche lacunas e cria uma narrativa que se aproxima com carinho, curiosidade e algum assombro do arredio Franz. Ambos os livros cobrem o período mais prolífico do autor – de 1911 em diante, embora a última anotação sobre cinema seja de 1923, segundo Zischler – e ambos trazem de volta toda uma atmosfera (usando as mesmas palavras de Jorge Bastos na orelha de Querido Franz) que já não existe mais. Se Bolecka o faz por meio das cartas,  Zischler, se vale do cinema:

Ir ao cinema é ficar perto do esquecimento, levado pela esperança de transformação. Ninguém vai ao cinema para se tornar mais sensível, experiente e culto, ainda que pense estar fazendo isso. Todos querem ser arrebatados para a terra de um milagre inexorável. Entram no cinema ainda escuro, como num lugar em que se pode contar com a ocorrência de um excesso. – Franz Böckelmann, Ins Kino (Ir ao Cinema), 1994, como citado no livro por Hanns Zischler.

Uns parágrafos sobre o Natal

quarta-feira, 24 dezembro, 2008

O Natal, sempre associo a alguma ambiguidade. Não muita, apenas o suficiente para gerar este parágrafo – e geralmente não passa disso. É um tanto triste ter de admitir isso, mas eu gosto realmente do Natal. Atualmente, existe uma idéia bem comum de se considerar alguém mais bacana e esperto por não gostar da data, o que é, claro, apenas uma forma de lidar com uma suposta minoria. Conheço muita, muita gente que não se dá bem com a época do ano e tem as mais diversas razões para isso – da inevitável crítica ao consumismo até a denúncia de uma certa hipocrisia pessoal. Quem sou eu para não lhes dar algum crédito? Infelizmente, mesmo compartilhando de algumas de suas ressalvas, confesso meu espírito natalino pequeno-burguês com algum orgulho – até porque culpa e vergonha pequeno-burguesas são ainda mais ridículas do que a culpa abastada. Ao menos, eu não gosto de filmes de Natal (link para um texto ruim escrito cinco anos atrás, de minha autoria).

Sempre que chega esta época, lembro-me de amigos há muito perdidos por aí. Sinto vontade de poder reencontrá-los para de alguma forma, para dizer-lhes que ainda me lembro deles, mesmo que minha lembrança sequer lhes faça alguma diferença. Gostaria de cumprimentar até os colegas de trabalho que mal se conhece, como se diz, de vista. E desejo poder me lembrar de todos, o que, evidentemente, é impossível.

Então fico com um desejo de Feliz Natal àqueles que pude contactar, aos que lêem este blog e mal conheço, e até aos que nem se importam com a data. Saio em um breve recesso e só volto no dia 29. Se o agendamento de posts do WordPress funcionar (não sei o que fiz de errado da última vez), devem aparecer alguns textos novos nos próximos dias. Até lá.

Duas dicas imperdíveis

terça-feira, 23 dezembro, 2008

Se você gostou do post De Norman Rockwell a Hugo Pratt, então siga o conselho da minha amiga e leitora do blog, Ana: neste endereço, há uma entrevista de Pratt em francês – no Youtube. Mesmo que o seu francês seja pedrestre como o meu, vale (muito) a pena vê-lo desenhando Corto Maltese.

Já o post que mais reações apaixonadas gerou, como quase todo texto ou posicionamento político, O Sonho Sombrio de Stálin (uma aliteração tão óbvia que parece letra dos Engenheiros do Hawai), ganhou um adendo respeitável graças ao leitor Zé das Couves: a versão legendada em português do documentário The Soviet Story. Em 13 partes no Youtube.

Certamente, a parte mais gratificante do trabalho de se manter um blog é quando ele começa a conectar pessoas, que chegam a contribuir com seus comentários. Obrigado aos meus poucos, porém fiéis leitores.

O Brasil de dois baianos

quinta-feira, 18 dezembro, 2008

Não gosto do filme Tieta , de Cacá Diegues. Aliás, confesso que a obra de Jorge Amado já não me atrai há alguns bons anos. Também acho o refrão da música-tema, A Luz de Tieta, composta e interpretada por Caetano Veloso um equívoco (eta-eta-eta …) que destoa dos demais versos – um resumo afiado das misérias desta terra e do modo bastante singular da inveja tupiniquim:

Todo dia é o mesmo dia
A vida é tão tacanha
Nada novo sob o sol
Tem que se esconder no escuro
Quem na luz se banha
Por debaixo do lençol…

Nessa terra a dor é grande
A ambição pequena
Carnaval e futebol
Quem não finge
Quem não mente
Quem mais goza e pena
É que serve de farol…

[…]

Toda noite é a mesma noite
A vida é tão estreita
Nada de novo ao luar
Todo mundo quer saber
Com quem você se deita
Nada pode prosperar…

É domingo, é fevereiro
É sete de setembro
Futebol e carnaval
Nada muda, é tudo escuro
Até onde eu me lembro
Uma dor que é sempre igual…

[…]

Versos que acabaram por me lembrar do famoso poema satíritico Reprovações, do também baiano Gregório de Matos (1623-1693). Lembro-me de que era a única obra dele que estudávamos (mal) no ensino fundamental; acredito que hoje em dia, sequer é lembrado (corrijam-me se estiver enganado). Segue a transcrição:

Se sois homem valoroso,
Dizem que sois temerário,
Se valente, – espadachim,
E atrevido se esforçado.

Se resoluto, – arrogante,
Se pacífico, sois fraco,
Se precatado, – medroso,
E se não o sois, – confiado.

Se usais justiça, um Herodes,
Se favorável, sois brando,
Se condenais, sois injusto,
Se absolveis, estais peitado.

Se vos dão sois um covarde,
E se dais sois desumano,
Se vos rendeis, sois traidor,
Se rendeis, – afortunado.

Se sois plebeu, sois humilde,
Soberbo, se sois fidalgo,
Se sois segundo sois pobre,
E tolo se sois morgado.

Se brioso, tendes fumos,
E se não, sois homem baixo,
Se sois sério, descortês,
Se cortês, afidalgado.

Se defendeis, sois amigo,
Se não o fazeis, sois contrário,
Se sois amigo, suspeito,
Se não o sois, – afeiçoado.

Se obrais mal, sois ignorante,
Se bem obrais, foi acaso,
Se não servis, sois isento,
E se servis, sois criado.

Se virtuosos, fingido,
E hipócrita, se beato,
Se zeloso, – impertinente,
E se não, sois um pastrano.

Se não compondes, sois néscio,
Se escreveis, sois censurado,
Se fazeis versos, sois louco,
E se não o fazeis, sois parvo.

Se corado, figadal,
Descorado, se sois alvo,
Se grande nariz, judeu,
Se trigueiro, sois mulato,

Se honesto sois, não sois homem,
Impotente s sois casto,
Se não namorais, fanchono,
Se o fazeis, estragado.

Se andais devagar, – mimoso,
Se depressa, sois cavalo,
Mal encarado, se feio,
Se gentil, – efeminado.

Se falais muito, palreiro,
Se falais pouco, sois tardo,
Se em pé, não tendes assento,
Preguiçoso, se assentado.

E assim não pode viver
Neste Brasil infestado,
Segundo o que vos refiro
Que não seja reprovado.

De Norman Rockwell a Hugo Pratt

segunda-feira, 15 dezembro, 2008

pratt_rockwell2

Quando falei da peça publicitária que homenageava a obra Gossip, do pintor e ilustrador norte-americano Norman Rockwell, nem imaginaria que um artista que em nada lembra o maior representante do imaginário gráfico dos EUA dos anos 60 também havia brincado com a mesma obra. O quadrinho acima faz parte da história A Balada do Mar Salgado, de Hugo Pratt, publicada no Brasil em 2006 pela Pixel Editora. Vale a pena falar um pouco do italiano do mundo Pratt.

Para começar, nada melhor do que a pequena biografia no site da própria Pixel:

Nascido em 1927, na Itália, Pratt viveu em Veneza e logo foi para a Etiópia junto com seus pais. Lá, passou a viver a cultura e tradição locais. Lutou no início dos anos 40 pela independência do país e por isso foi preso e enviado de volta à Itália. Durante a Segunda Guerra Mundial foi preso pelas tropas de Hitler. Ao fugir dos Nazistas se alistou nas tropas aliadas e atuou com tradutor e produtor de shows para soldados. Com o fim da guerra deu início à sua carreira de quadrinista em parceria com Mario Faustinelli, Dino Batagglia, Paolo Campani, Alberto Ongaro, chamados de Grupo de Veneza. Em 1949 mudou-se para a Argentina e ajudou a criar personagens como Sargento Kirk, Fort Wheeling, Ernie Pike entre outros. Pratt, em suas viagens pelo mundo, também viveu em São Paulo e lecionou na Escola Panamericana de Arte. Em 1965 retornou à Itália e logo deu vida a Corto Maltese. Ele morreu na Suíça, em 1995.

cortomaltese7rpSua maior criação é Corto Maltese, um marinheiro com um código de honra bastante particular, charmoso e aventureiro. Seu companheiro de viagens é geralmente Rasputin (sim, ele mesmo; no mundo de Corto, o bruxo russo sobreviveu ao famoso atentado), mesquinho e nada confiável. Suas histórias passam-se nas primeiras três décadas do século XX, transitando por lugares tão distintos quanto a Indonésia, África, Europa e o sertão brasileiro. Se Hergé, criador de Tin-tin, dava a impressão de criar toda uma história após consultar um ou dois exemplares da National Geographics, Pratt pertence à escola de Saint Exupery: suas andanças pelo mundo alimentaram uma imaginação prodigiosa amparada em conhecimento e pesquisa. Ainda era um desenhista talentoso, de traços elegantes e econômicos – que escancaradamente influenciou Frank Miller, que o homenageou na história O Cavaleiro das Trevas de 1984.  A personalidade marcante de Corto Maltese parece ter inspirado as ações de outros personagens, como o Han Solo de Star Wars e o Spike Spiegel de Cowboy Bebop.

O belíssimo estilo de Hugo Pratt foi transcrito com fidelidade surpreendente para uma série de desenhos animados franco-italianos entre 2002 e 2004 que já foi exibida pela HBO brasileira. A produção cuidadosa respeita a inteligência dos roteiros originais e pode ser uma boa introdução para quem ainda não conhece as histórias de Corto Maltese, personagem que merece figurar ao lado de outros grandes aventureiros da literatura universal, de Ismael e Ahab a Robinson Crusoé e o Capitão Nemo.

Cena do desenho animado que adaptou Corto Maltese

Cena do desenho animado que adaptou Corto Maltese

O Retorno

quarta-feira, 10 dezembro, 2008

Se você está imaginando que este post existe apenas para que eu possa dizer que voltei, desista: este post existe única e exclusivamente para dizer que, finalmente, estou de volta.

Também para pedir desculpas ao Fernando, do Deslumieres, que comentou Para não dizer que não falei dos blogs, linkou o Universo Tangente e sequer recebeu um alô do desmemoriado aqui. E a minha amiga Ana, que sugeriu um post sobre o violinista Joshua Bell em Um Toque de Clássico e eu não respondi.

Enfim: em breve novidades, colocando a vida e o blog em ordem. E tratando de me acostumar a nova interface do WordPress.