Morre J.M.Simmel

Quem?

Nos anos 80, a Abril lançava nas bancas uma coleção de livros chamada Best-Sellers. Era aquela reunião já esperada de nulidades: Sidney Sheldon, Harold Robins, Robin Cook, et alli. Verdade seja dita: muita gente adquiriu hábito de ler ficção com estes títulos e com o finado Círculo do Livro. Aquelas histórias idiotas de mulheres que se estrepam e depois dão a volta por cima, com fartas doses de poder, sexo e cobiça pareciam saídas de porcarias como Dallas. Ok, eu admito que, quase um pré-púbere, folheava aqueles livros de impressão meio vagabunda atrás de descrições sem-vergonha de sexo entre os protagonistas, mas isso é mais ou menos como admitir que se assistia a filmes nacionais nas madrugadas televisivas: um percalço adolescente de mau gosto, porém perfeitamente natural, digamos. Enfim, deixemos as confissões íntimas de lado antes que eu revele que era louco pela senhorita Teschmacher, do ótimo filme Superman de 1978, e voltemos a Simmel.

Johannes Mario Simmel, austríaco, parecia-me, àquela época, um bom autor, e se destacava da pasmaceira vulgar dos Sheldons da vida. Eu já não o achava excepcional, mas um de seus livros (Por Quantos Ainda Vamos Chorar, um título medonho) me deu o mesmo prazer que um filme mediano de ação, espionagem e alguns toques de ciência seria capaz – em resumo, me ofereceu algumas horas de boa e bem urdida diversão. A sequência do massacre cometido por terroristas fantasiados de palhaços em um circo ficou na minha memória por algum tempo e o diálogo que os personagens travam sobre o Mozart de Milos Forman acabou me levando a assistir – e admirar – ao filme Amadeus. Hoje eu diria que Simmel unia o que havia de mais interessante em Michael Crichton (boa pesquisa) e Frederick Forsyth (guerra fria, espionagem). Mas há muito tempo deixei de ler tanto um quanto outro e talvez esta minha opinião, baseada em leituras tortas de 15 anos atrás, não seja lá muito exata. E, para ser franco, dificilmente os leria hoje, porque minha extensa lista de prioridades literárias já está lotada de nomes que considero muito mais importantes. Desculpe, Simmel.

Pois bem, J.M.Simmel morreu aos 84 anos, depois de vender mais de 73 milhões de cópias em todo o mundo, começar a carreira sendo comparado pelos críticos a Günter Grass e terminá-la como o autor austríaco mais popular do século passado, finalmente esquecido pela mesma crítica e pelo mesmo público sempre a espera do próximo Dan Brown da vida.

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48 Respostas to “Morre J.M.Simmel”

  1. Ana Says:

    Não li o citado autor recentemente falecido. Li Günter Grass…mas, infeliz que sou, ainda não o haviam traduzido e li a versão inglesa. Foi complicado…agora já o publicam no Brasil.Sorte de quem o procurar agora.
    Sidney Sheldon é o autor de Jeannie é um Gênio. uma séria divertida que está até hoje na TV. E de uma outra, atualmente em exibição na TV ” O Casal 20″. Um de seus livros tornou-se um filme policial com Audrey Hepburn. Gosto do filme. Se não me engano chama-se A Herdeira.Foi exibido no canal Cult esta semana.Não sei se algum outro livro dele se tornou filme.
    Se alguém se interessar por teatro grego, poderemos conversar sobre Medeia.Um fascínio.
    Ana

  2. marie tourvel Says:

    Cê me dá licença, Marcelo, de responder à Ana? Dá, né? Brigadu.
    Ana, querida, meu pai me deu um Sidney Sheldon pra ler em minha adolescência. Imagine que eu havia acabado de ler Dostoievski. Foi um choque. Disse a ele que era muito ruim. Meu pai disse que tínhamos que ler coisas boas e ruins. E lembrou-me que apesar do livro horrendo de Sheldon, o mesmo havia escrito Jeannie -que eu adorava. Este livro em questão era “O Outro Lado Da Meia Noite” que virou um filme pior ainda que o livro com a Susan Sarandon. Mas meu lado trash me fez ler outros livros dele.
    Sobre Medeia, converso sim. Gosto demais.

    Simmel? so, so… 🙂

    Beijos pros dois.

  3. Rido Alves Says:

    Posso dizer que Simmel foi marcante em minha adolescência. Ainda hoje guardo alguns livros dele. Outros eu li emprestados de bibliotecas públicas. Concordo que, com o tempo, a gente vai apriomorando e passando a outros níveis de leitura. Mas vejo neste autor uma importância, devido ao fato de conciliar boas pesquisas e ter uma linguagem que flui com muito lirismo. Apesar de muita gente torcer o nariz para autores como Sidney Sheldon e Simmel, penso que eles representaram – nos anos 80/começo dos 90) um passo, um momento que todo jovem deveria conhecer, um caminho pelo qual se deveria passar. Acho ridículo ficar atirano pedras, falando mal de pessoas que estavam ali, fazendo seu trabalho. Certamente não eram a melhor coisa do mundo. O melhor e mais útil dos livros será semapre a BÍBLIA. Mas Simmel me divertia muito e emocionava. Lamento sua morte. Por quantos ainda vamos chorar, viver é amar, e outros tantos ficarão sempre em minha memória como livros emocionantes e sem muito preentensão, senão contar uma boa história. E nisso ele era um mestre.

    • Marcelo Lopes Says:

      Rido,

      Também acho que Simmel tem um lugar enquanto estamos descobrindo escritores e livros. Pode acontecer de, no futuro, ele (e muitos outros) perderem a importância que tinham para nós, mas isso não muda o fato de que por algum tempo e alguma razão, aquele livro foi importante para o leitor.

      Abs!
      Marcelo.

  4. Cornélious Says:

    Escreva algo que desperte o interesse de 73 milhões de pessoas e depois venha continuar sua choradeira pedante!

  5. bruno Says:

    Outra obra de Sheldon no cinema foi “O outro lado da meia-noite”.De Simmel gostei de Sò o vento sabe a resposta que li tambem na decada de 80.

  6. Rachel Says:

    Comecei a ler Simmel em 1976, aos 17 anos, com “Nem só de Caviar Vive o Homem”, sugerido por meu pai. Foi uma paixão instantânea, li todos os seus livros, até mesmo os infantis, e os guardo até hoje, embora não consiga mais relê-los, pois hoje acho que Simmel era detalhista demais, o que torna certas partes dos livros muito enfadonhas. Para mim seu melhor livro é “Amor é Só Uma Palavra”, no qual ele consgue fazer com que nos apaixonemos pelo personagem principal, que morre logo nas primeiras páginas, e mesmo assim lemos todo o livro trocendo por ele. Fiquei triste, por ele, por mim e por todas as suas histórias.

    • Marcelo Lopes Says:

      Raquel,

      É estranho quando morre alguém cuja obra lemos ou assistimos em determinado período de nossas vidas. Sei que é clichê dizer isso, mas é como se alguém realmente próximo, mas que, digamos, sempre esteve viajando, fisicamente distante, morresse.
      E isso é sempre triste.

      Abs!
      Marcelo.

  7. SIMONE Says:

    FIQUEI MUITO TRISTE AO SABER DA MORTE DESTE MARAVILHOSO ESCRITOR, LI TODOS OS SEUS LIVROS QUE HAVIAM NA BIBLIOTECA PERTO DE CASA, O MEU PREFERIDO “E JIMMY FOI AO ARCO IRIS”.
    INFELIZMENTE É UM ESCRITOR POUCO CONHECIDO DO GRANDE PÚBLICO!!

    • Marcelo Lopes Says:

      Simone,

      O Simmel já foi bem conhecido do público brasileiro quando a Abril publicava os livros dele em bancas de jornais. Hoje em dia, pouquíssima gente se lembra dele e menos ainda o leem.

      Abs!
      Marcelo.

  8. José Carlos Tajra Says:

    Também li quase todos os seus livros, nos anos 80, e com eles me diverti, sorri, apaixonei e emocionei. Hoje, ao indicar um livro seu para minha filha, vim pesquisar na internet – e soube de sua morte. Também fiquei triste.

  9. Agda Says:

    Fiquei muito triste por sua morte, porque mesmo não conhecendo muito de sua obra, li um livro dele que gostei muito.. o primeiro livro que eu li por livre e espontânea vontade rsrs.. acho que me despertou o gosto pela leitura.. uma vez, nas férias, estava arrumando minha estante, e vendo um monte de livros, peguei um qualquer.. abri e li o primeiro paragrafo: “.. morri muitas vezes..” rsrs.. achei interessante e resolvi ler .. foi o “Até o mais amargo fim” tem umas 600 e poucas páginas.. pensei não vou ler tudo isso.. mas aí comecei a ler e não parei mais.. realmente foi um livro que eu gostei muito. Ah.. muitos podem dizer que há melhores autores que ele e etc, eu não posso dizer muita coisa pois não leio muito rsrs.. mas gostei muito do jeito que ele escrevia.. prendia a atenção do leitor.. além de ser emocionante, você nunca sabia o que ia acontecer.. rsr ..enfim.. muito bom! estou procurando o 2º e quem sabe ler seus outros livros.. enfim..lamento muito sua morte.

    • Marcelo Lopes Says:

      Agda,

      Uma amiga me disse uma coisa muito simples e muito interessante: os livros que você lê são importantes para você. Ou seja, não importa o que todo mundo pensa sobre seus livros e autores preferidos, o que é realmente importante é o que aquele livro lhe trouxe. Parece óbvio, mas não é.

      Abs!
      Marcelo

      • Agda Says:

        E é verdade mesmo.. acho que não existe livro bom ou ruim, em cada um ele vai agir de forma diferente, agrandando a maioria ou não… o importante é o ele significa pra vc.
        Mas recomendo esse livro rsrs pra quem não leu é uma boa.
        Bjus

  10. Vera Says:

    Sou leitora do Simmel desde o ano de 1980, quando li pela primeira vez Só o Vento Sabe a Resposta adquirido naquela época pelo Circulo do Livro.
    Desde então sou fã e colecionadora de todos os livro do Simmel.
    Lamento muito que um gênio como ele tenha desencarnado, mas ficou a mensagem principal de todas as sua obras o horror da 2º Guerra Mundial.
    Vera- Porto Alegre

  11. Alberto Says:

    Só hoje fiquei sabendo da morte de Simmel. Uma grande perda. “Nem só de Caviar Vive o Homem”, é para mim até hoje um dos melhores livros que já li. Lí ainda “Na Primavera o Último Canto da Cotovia”, “Ninguém é uma Ilha” e “Ainda Resta uma Esperança”. São bons mas não se comparam ao primeiro citado.

  12. Paulo Daniel Says:

    Bah, fui ler na wikipedia sobre o Simmel e vi: “Died 1 January 2009”.
    Não acreditei e fui ao Google pesquisar, cai neste blog.

    Meu primeiro livro do Simmel foi “Ainda resta uma esperança”.
    Que livro maravilhoso, prendeu mnha atenção do inicio ao fim, já li 2.

    Como o Marcelo falou num comentário ai acima:
    “é como se alguém realmente próximo, mas que, digamos, sempre esteve viajando, fisicamente distante, morresse.”

  13. Marcelo Lopes Says:

    Paulo,

    Gostei bastante de “Ainda resta uma esperança” quando li. Era um dos livros preferidos da minha mãe, falecida este ano. Sempre me lembro daquela capa cinzenta da editora Abril e do papel de segunda linha. Tudo isso é bastante estranho e estranhamente triste.

    Abs!
    Marcelo.

  14. Isabella Says:

    Também só fique sabendo agora da morte deste autor que também me marcou… Li “Ainda resta uma esperança” primeiro, gostei muito de “Nem só de caviar vive o homem”… mas de todos os que já li dele o que mais me marcou foi “Ningém é um ilha”…
    Abraços para todos

    • Marcelo Lopes Says:

      Isabella,

      Já li que “Nem só de caviar vive o homem” é considerado pela crítica o melhor livro dele. E os leitores não gostam tanto… Outra coisa curiosa são os títulos dos livros, quase sempre destinados a chamar a atenção.

      Abs!
      Marcelo.

  15. Edmar Guedes Says:

    Também fui um leitor assíduo de Simmel nos anos 80 e 90. Tenho quase todas as suas obras em minha biblioteca. Tenho muito carinho por esses livros, pois graças a eles — Amar é Viver e Nem só de Caviar Vive o Homem — tomei o gosto pela leitura e descobri a literatura. Posso até reconhecer que ele não esteja a altura dos Clássicos, todavia há obras como “Ainda Resta uma Esperança” muito bem trabalhadas. Só para se ter uma ideia, li “Viver é Amar” duas vezes: uma nos anos 80 e outra 2 anos atrás. Hoje sou um escritor semi-profissional, e posso afirmar que devo muito ao Sr. Simmel.

  16. Natália Freitas Says:

    Simmel foi um dos grandes autores que marcaram e marcam minha vida… Alguém saberia me responder se Não Matem as Flores (Let the Flowers) foi adaptado de alguma forma para o cinema?

  17. maria da paixão Says:

    Li NÃO MATEM AS FLORES de Simmel ha mais de 20 anos, e trago até hoje uma lição retirada daquele livro. Simples, mas nem por isso menos importante. Tambem li Sheldon e outros tantos que já n são tão interessantes hoje, mas naquela época foram extremamente importantes pra mim. Oxalá todos os nossos adolescentes tivesses a oportunidade de ler pelo menos a coleção vagalume, cujos volumes fizeram parte de minhas primeiras leituras e despertaram em mim o gosto pela literatura.

  18. Nilson B. Says:

    Fantastico, sensacional, livro linderrimo dele “Ainda resta uma esperança” e o livro “Um onibus do tamnho do mundo”..não tem coisa melhor…….sem palavras…….

  19. Áureo Natal de Paula Says:

    Sempre fui um fã de Simmel, que, apesar de livros com enorme quantidade de páginas, de lágrimas e de lições de vida, é sempre um companheiro a nos encorajar a seguir em frente. Cada um tem o seu lado humano e uma finalidade escondida, por exemplo, quando li, do começo ao fim em menos de uma semana “Até o mais amargo fim”, pensei muito em parar de beber até socialmente, pois o mal que a bebida leva à vida de uma pessoa como magistralmente traçado naquela obra, deixa qualquer um sem ação. De todos os titulos citados, pelos leitores ai acima, senti muito a falta de refereência ao “Nina”, talvez até por ser de título curto e sem trazer qualquer mensagem, mas que, em seu grande conteúdo traz muito para agradar qualquer leitor de verdade. Por exemplo, uma cena em que um filho indignado, pergunta a sua mãe, que acaba de ter os móveis penhorados para cobrir dívidas,..”mãe, o oficial de justiça também tem dívidas, quando ele deve e não paga, alguém também lhe penhora os bens”….. é muito marcante….. Recomendo a quem ainda não o conheceu….. Como eu tinha quase tudo de Simmel, agora com a facilidade de aquisição por sebos espalhados pelo país por intermédio do site Estante virtual, estou completando a minha coleção.. ah.. fora os infanto-juvenis já referidos por alguém, ele também tem pelo menos três obras de contos curtos, fácil leitura e ótimo entretenimento, ideal para viagens: “Encontro no nevoeiro”, de 1947; “Ninguém quer um coração”, de 1978 e “A terra ainda é jovem”, este de 1981, que acabaram de integrar meu acervo e estão sendo devorados no presente momento….

    • Marcelo Lopes Says:

      Áureo,

      Fico feliz em saber que a internet o está ajudando a aumentar seu acervo e conhecer mais da obra de Simmel. Confesso não ter lido nenhum destes livros…

      Abs!
      Marcelo.

  20. Andre Hoeper Says:

    Entrei neste blog já sabendo há muito que Simmel não mais vivia.
    O primeiro livro que li do autor foi Ocultos na Escuridão e confesso que achei os diálogos fracos. Não sei se pela tradução ou “erro de cálculo” do Simmel… risos…
    Mesmo assim, a história me foi bastante intrigante. Devorei o livro. Final de tirar o fôlego!

    Depois li Nina. Como o Áureo escreveu, já é uma obra de mais valor. Os diálogos me pareceram bem – e bota bem nisso – melhores. Outro livro devorado.

    Esse negócio de passar horas a fio lendo os livros do Simmel me deu um comichão… haha.

    Eis que então peguei outra de suas obras – Ainda Estamos Vivos. Agora sim! Incrível! Que diversão, que prazer este livro me deu!! Li em 4 dias. GARGALHADAS durante a madrugada! hahaha!!

    Estou terminando Por Quantos Ainda Vamos Chorar. O Marcelo bem disse, as passagens iniciais são muito marcantes. Porém, como trata-se de uma obra antiga, onde “DNA” é ainda descrito como “ADN”, perde-se um pouco do mistério sobre o desconhecido, já que DNA hoje é assunto de mesa de bar…

    Lerei todos os livros do cara. Tiro os próximos que espero ler – tomara que devorar – daqui dos comentários deste blog.

    Ninguém É Uma Ilha. Aí vou eu.

  21. Dalmo Mariano Says:

    Respondendo Muito depois, Nem Só de Caviar Vive o Homem é um livro Extremamente interessante e agradável de ler, acredito que tira o Simmell da fossa comum que você citou.
    Abraço

    • Marcelo Lopes Says:

      Dalmo,

      Curiosamente, Nem Só de Caviar Vive o Homem é considerado, pela crítica, o melhor livro de Simmel e o título pelo qual ele deveria ser lembrado. E eu acho Simmel muito superior a uma série de escritores populares do final do século passado. Além disso, tratava de temas mais interessantes (e sem repetições) e criava bons personagens. Sua atual falta de popularidade é um mistério.

      Abs!
      Marcelo.

  22. rayane nogueira Says:

    fiquei muito supresa ao saber que o autor do livro que estou lendo morreu.
    antes eu lia soh aqeles livros fininhos,investigativos ii talls.
    soh os investigativos. quando via romance na capa dos livros,jah naum qeria ler,pensando que era chato e sem saber qe romance emgloba todos esses outros temas.
    o livro que tou lendo,no inicio encarei como um desafio(pra qem soh lia aqeles de 100 paginas no maximo.)depois, fui gostando mais e mais, sempre ficando curiosa para saber o qe ia acontecer. ate onde estou lendo o NINGUEM É UMA ILHA fala sobre crianças exepcionais, qe pode acontecer cun todos,sem depender de classe social. é um tema bem legal,embora nunca tenha visto(lido) com tantos detalhes,tudo muito bom.
    faltam só 80 paginas pra eu acabar de ler =) o primeiro do simmel , e talvez de varios dele que irei ler .

  23. Dani Says:

    J.M. Simmel é meu escritor favorito e o melhor que li (até agora, pois pretendo ler muitos outros) é “Ninguém é uma ilha”. Perto do que se escreve e lê hoje em dia – pela maioria das pessoas – o cara é um gênio. Imagine ele pesquisar o que pesquisou sem internet!!!! Estou lendo agora o “Amor é só uma palavra” e tem uma personagem brasileira que faz macumba. Como ele sabia dessas coisas???? Engraçado que eu compro mais livros dele para ver se eu enjôo, ou se chego a conclusão que já li o suficiente. Mas me surpreendo e me vejo devorando um livro de 500 e poucas páginas. O próximo da fila é “Jimmy foi ao arco íris”.

  24. Deto Says:

    Por favor né, dizer que Simmel é fraco é no mínimo falta de respeito… quem leu “Ainda Estamos Vivos” leva pra sempre a história… como esquecer Jakob Formann e sua luta para fazer a sua guerra particular… Simmel é eterno, pra mim um dos melhores escritores de ficção. Nem se compara aos “Sheldons” como diz o autor do tópico. Perda terrível.

  25. Oscar Says:

    Já fazem muitos anos que li praticamente toda a obra de Simmel. Cheguei a anotar uma citação (autor desconhecido) publicada em um dos seus romances em que dizia mais ou menos isso: ” …despido de toda vaidade… roga ao teu Deus, seja ele quem for….. .. rio corre para o mar ” Será que alguem pode me ajudar?
    Abs, Oscar

  26. siby13 Says:

    Lí tudo dele, até mesmo os livros infantis.
    Meu escritor preferido, marcou minha vida profundamente.
    Quando adolescente J.M Simmel era uma companhia frequente.
    Fiquei muito triste com sua morte. Tinha sonhos de o conhecer um dia.
    Grande escritor! 🙂

  27. jorge Says:

    Descanse em paz!

  28. Paulo Henrique Dias Pereira Says:

    Falando de Simmel, devo a ele e a coleção vaga-lume o fato de gostar tanto de ler hoje.
    Desde criança meus pais me davam livros e um que guardo com muito carinho e sempre empresto pro meus primos que estão dando os primeiros passos na leitura é o “É Proibido Chorar” um infanto-juvenil fantástico, nunca vi ninguém dizer que não gostou desse livro.
    Meu fascínio por esse autor é tao grande que aos 12-13 anos já me aventurava a ler “Ainda estamos vivos” (meu favorito), “Ninguém é uma ilha”, “Nem só de caviar vive o homem” entre outros livro desse autor.
    Essa semana me deparei com uma versão capa dura, toda marrom de “E Jimmy foi ao arco-iris” em perfeito estado num sebo, não pensei duas vezes para comprar. Relendo aquelas paginas me perguntei o que havia acontecido com esse autor que tanto animou minha adolescência com suas historias de espionagem e descubro a sua morte… uma lastima!
    Obrigado J.M Simmel por me mostrar os prazeres da leitura!

  29. Paulo Humann Says:

    Ainda há poucos dias peguei da minha biblioteca o NEM SÓ DE CAVIAR VIVE O HOMEM e reli. Foi um livro que me trouxe a memória as histórias de Arsène Lupin do admirável Maurice Leblanc. São livros que nos trazem informações de épocas já distantes, ao mesmo tempo que nos alegram e distraem.
    Os prazeres de uma boa leitura!
    Paulo Humann, professor e engenheiro, Novo Hamburgo, RS
    paulo.humann@gmail.com

  30. AMAIR CAVALCAVALCANTE Says:

    SIMMELL ERA E É TUDO DE BOM LI TODOS OS SEUS LIVROS.

  31. WANDERLEY SEVERINO Says:

    Que crítico babaca, falar de um monte de coisas para se achar o intelectual, mas uma história de superação como AINDA RESTA UMA ESPERANÇA de J.M. Simmel, é raro, leia mais, depois tente se achar, repito, babaca se achando…

  32. Evandro Oliveira Says:

    Li muito Simmel, acho q pesquisava bem p/ficcionar veja este trecho do livro “NA PRIMAVERA O ÚLTIMO CANTO DA COTOVIA””Com mais de um bilhão de dólares, nossos militares financiaram latifundiários e companhias internacionais na formação de fazendas de gado. Assim a VW do Brasil também entrou no negócio. A fazenda Rio Cristalino, da VW, uma área tão grande quanto Berlim, Hamburgo e Bremen juntas foi paga em parte pelo Estado…” “o crescimento de capim seco no solo árido alimenta apenas um boi por hectare” “VW desistiu já em 1986…” depois de esgotado os 1.27 milhões de dólares de subvenção anual do Estado.

  33. AbortemCristo Says:

    Hoje estou lendo “O Amor nos tempos do cólera” de Gabriel Garcia Márquez, e no que se refere a qualidade litrária, não à discussão. Mas um amigo me emprestou “ainda resta uma esperança” e já tendo lido o, na minha opinião, ótimo “Eu confesso tudo” cometia audácia de deixar um Garcia Márquez de lado para ler um Simmel, simplesmente por querer lê-lo, desfrutar de sua escrita envolvente, direta, em verdade pouco lírica, mas ao que se propõe, executada com maestria.

  34. Nina Mello Says:

    Nunca tinha lido nada deste escritor, até ter comprado há 15 dias comprei num sebo o livro “Só o Vento Sabe a Resposta”, de J. M. Simmel, porque o livro estava custando R$ 10,00 (dez reais) e eu queria conhecer outros escritores.
    Para mim foi uma surpresa, pois após começar a leitura, não parei enquanto não cheguei ao fim do livro. Resultado disso: voltei nesta semana ao sebo e comprei mais 3 livros deste mesmo escritor.
    Agora estou lendo “Nem de Caviar Vive o Homem”. Cada página uma gargalhada.
    Concordo contigo, estes livros não são clássicos da literatura mundial … mais são livros muito bons para quem está querendo distração da rotina do dia-a-dia.
    Com certeza vou voltar ao sebo e comprar outros livros desse escritor.
    Um abraço

  35. Andréa Correia Barbosa Says:

    Li Ainda Resta Uma Esperança no mínimo 4 vezes. Este livro marcou minha adolescência. Precisamos colocar os nossos jovens mais próximos dos livros… bons livros;

  36. paulo augusto da silva Says:

    eu fiquei muito triste saber de sua morte este meu amigo mundou minha vida quando eu li ainda resta uma esperança e muito outros sempre vai ficar no meu coraçao se algum leitor do simmel quizer bater um bapo no facebook no me add pra gente trocar informaçao do silmmel eu nao sei de mais nada dele queria saber depois de DEUS ELE SEMPRE ESTA NO meu coraçao queria saber dele mais vou deixar meu email pra quem quizer trocar ideias abraço bjos meu

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