Ainda sobre Sebald e os sonhos

Como eu havia escrito no neste post, estou lendo Os Anéis de Saturno, de W.G. Sebald. Também mencionei um sonho bizarro envolvendo um livro de Woody Allen. Enfim, dias atrás, encontrei este trecho em que o autor de Austerlitz fala dos sonhos, logo após narrar como uma paisagem o fez recordar de uma ilusão noturna:

Provavelmente são lembranças soterradas que produzem a singlar supra-realidade do que vemos em sonho. Talvez seja, porém, algo diferente, algo nebuloso e sorrateiro que faz com que paradoxalmente no sonho tudo pareça muito mais claro. Um riacho se transforma em lago, uma brisa em tempestade, um punhado de póem um deserto, um grãozinho de enxofre no sangue de um fogo vulcânico. Que teatro é esse em que somos ao mesmo tempo poetas, atores, contra-regras, cenógrafos e público? Acaso para atravessar sonhos precisamos de mais ou menos lucidez do que essa que trazemos para a cama?

Uma resposta to “Ainda sobre Sebald e os sonhos”

  1. Coração Tão Branco, de Javier Marías « Universo Tangente Says:

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