Debaixo do tapete

Do Coisas de Idiota, sobre a idéia absurda que é acreditar em teorias de conspiração contra a Globo ou qualquer outra empresa:

Enfim, se você já teve um emprego na vida, mesmo que tenha sido numa fábrica de bigodes falsos, mesmo que tenha sido num rodízio de temakis, você sabe que nenhuma tarefa, nenhum projeto consegue escapar ileso da cultura de má-vontade, burrice, mal-entendidos, desinteresse e fofoca que existe em qualquer empresa, mesmo as que não são um fracasso – e que, portanto, todas as acusações contra a Globo de que ela conspira e manipula até quando transmite vôlei de praia são na verdade o maior elogio que seus funcionários poderiam receber.

Entretanto, tinha de haver uma exceção e, como era de se esperar, ela não está numa empresa e sim numa cidade. Japonesa. A jornalista especializada em cinema, Ana Maria Bahiana, fonte mais do que confiável em se tratando de novidades da indústria cinematográfica comentou em seu blog sobre o impressionante documentário The Cove:

[…] numa cidade do Japão que parecia um paraíso de convivência humanos/espécies marinhas, Psihoyos e O’Barry [diretores do filme; O’Barry é o ex-adestrador de Flipper] descobriram algo medonho: uma enseada oculta, onde massas de golfinhos eram arrebanhados e ou feitos cativos ou massacrados para a indústria de enlatados (mesmo estando contaminados por mercúrio). O esforço para documentar o massacre – acobertado por toda a cidade, inclusive as autoridades – levou a equipe a mudar seu projeto e envolver profissionais tão variados quanto comandos especializados em missões secretas e técnicos em efeitos especiais da ILM, que criaram rochas falsas capazes de acomodar câmeras embutidas.

Assistir ao trailer é uma aula prática de como uma conspiração pode funcionar. Resta-nos torcer para que as grandes empresas sempre acusadas das mais estapafúrdias teorias(alguém aí falou MacDonald’s? Coca-Cola?) não resolvam levá-las a sério contratando os habitantes da tal cidadezinha japonesa – inferno dos golfinhos.

A propósito, vale a pena ler todo o post do blog da Ana Maria Bahiana, sobre o filme The Stoning of Soraya M., que parece mil vezes melhor e mais relevante do que estes livros que viraram moda nos últimos anos – ao melhor estilo Eu Sou o Verdureiro de Cabul.

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