Mais algumas ideias sobre os e-books

Estou num momento de ampliação de minha biblioteca particular. Acho que jamais chegarei ao nível de um Neil Gaiman, claro, e é bem provável que nem deseje tantos títulos. Na verdade, a tendência de qualquer coleção de livros é crescer por algum tempo e depois encolher – ficarão apenas os livros realmente essenciais, aqueles cuja releitura é fonte constante de conhecimento e prazer. Os demais serão colocados para circular e atender a outras pessoas, naturalmente. Mas, goste disso ou não, o meu momento atual é de expansão bibliográfica, contrariando e muito o perfil médio da família brasileira, que gasta algo como 11 reais por ano com livros não-didáticos.

Tenho pensado bastante nos e-books readers ou e-readers ou seja lá o nome que darão a estes equipmentos. Já vi blog de gente que está simplesmente trocando toda a sua biblioteca por títulos digitais – ainda não no Brasil. Acredito que este seja mesmo um caminho sem volta, felizmente. E, infelizmente, também acredito que sua disseminação será mais lenta do que aconteceu com o mp3. Claro que há um caminhão de coisas a se considerar, dos direitos autorais ao custo dos equipamentos, da boa (ou má) vontade das editoras a disponibilidade de títulos. Pouca gente sabe, mas a Amazon tem prejuízo com os livros que vende no formato digital para o Kindle. Sim, ela paga mais caro pelo direito de publicar o livro do que vende para seus consumidores – é uma aposta no futuro. Vou me informar sobre o produto da Sony, que parece que faz algum sucesso também e depois direi o que descobri. De qualquer forma, não esperem uma análise dos pro dutos. Em primeiro lugar, há gente mais competente do que eu para isso e não posso gastar dinheiro com este tipo de gadget no momento.

O Eric Novello, escritor e especialista em literatura fantástica, escreveu em seu blog o post E-book: o início, o fim e o meio, em que aponta as dificuldades e potencialidades do formato.Vale muito a pena a leitura, que já começa assim:

A Internet qualquer dia vira peça de museu e tem gente que ainda não sabe usar.

A propósito, momento cabotino do bem: A partir deste post, incluirei links para posts relacionados com o assunto e que já tenham sido mencionados aqui no Tangentão.

Posts relacionados:

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Uma resposta to “Mais algumas ideias sobre os e-books”

  1. E-Books brasileiros: quando tudo começou « Universo Tangente Says:

    […] Posts relacionados: Mais algumas ideias sobre os e-books […]

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