Desta vez, não nos esqueceram

A escolha do Brasil, mais especificamente do Rio de Janeiro, como sede das Olimpíadas de 2016 não chegou a ser surpresa. Não para um grupo bastante específico de sujeitos: os nerds.

Quinze anos atrás, eu assisti a um dos filmes idiotas mais divertidos já realizados: Independence Day, de Roland Emmerich. Mais estranho do que um vírus criado num computador terráqueo capaz de infectar toda a frota alienígena, é a absoluta ausência da América Latina no roteiro. Se você tiver paciência, reveja (ou assista pela primeira vez) o filme e note que nós não somos sequer citados, nem uma única vez – sim, a foto da nave alienígena sobre a Baía de Guanabara foi uma montagem do Jornal do Brasil.

Este ano, o mesmo Emmerich resolveu incluir sequências da destruição do Cristo Redentor na sua última produção apocalíptica, 2012. Há até um cartaz dedicado exclusivamente a nós.

Cartaz de 2012

Cartaz de 2012

E se pode parecer de mau gosto a alguns exibir uma imagem como esta bem no meio da euforia ufanista deflagrada pela escolha do Rio para 2016, basta lembrar que outro símbolo brasileiro foi alvo da fúria extraterrestre no ano passado. Na desnecessária refilmagem do clássico da ficção científica O Dia Em Que A Terra Parou, bilhões de bilhões de nanomáquinas reduzem o Congresso Nacional a escombros. Uma cena rápida, mas que agradou a alguns brasileiros tanto quanto a destruição da Casa Branca no já clássico da tosqueira Independence Day.

Cena do trailer de V

Cena do trailer de V

Tem mais, e é outra refilmagem: V – A Batalha Final foi uma série de TV exibida nos anos 80, que mostrava aliens bonzinhos e atléticos que escondiam sua verdadeira natureza reptiliana e desejo de dominação da Terra – atrás de água, claro. Os trailers da refilmagem mostram naves flutuando sobre metrópoles (por que estas joças nunca sobrevoam Pindamonhagaba?) ao redor do mundo, enquanto uma agradável voz feminina anuncia o ideal comunitário dos ETs a população. Qual cidade brasileira tem a honra de ser mostrada? O Rio, claro, mas a intérprete alienígena não tinha sotaque carioca. Bom, não dá para ser perfeito.

Mais uma vez, os fãs de cinema e séries fantásticas estavam a frente: O Brasil voltou a receber atenção global.

Não preciso dizer que este post não deve ser levado a sério, preciso? A única coisa verdadeira aqui são as cenas de filmes e séries descritas.

11 Respostas to “Desta vez, não nos esqueceram”

  1. Ana Says:

    Meus caros, li na imprensa em geral, que o projeto de remodelação do Rio orçará em 40 bilhões de reais uma parte e 70 bilhões a outra. Por enquanto. Vamos gastar 1 trilhão para distribuir medalhas .Claro que haverá escolas de samba sambando peladas,oloduns,confete e serpentina. além de tudo o mais. Como não temos acomodações hoteleiras, já se fala em fundear na Baia da Guanabara ( que já está despoluida) 3 enormes navios. Na Baia da G. serão as provas de natação.
    Então, quero pedir em nome dessa glória toda, que aqueles que precisam de suas aposentadorias e do SUS, calem a boca.Aqueles que precisam de bolsas pra estudar, que se calem.E quem sabe Sérgio Cabral será o próximo presidente da República.
    As favelas …não sei como ficarão. Ninguém falou em urbaniza-las.Enfim: todos de bico fechado e pulando de alegria.Embora nossos atletas nem tenham patrocinadores e este país nu7nca tenha dado bola a não ser pra futebol.

  2. hloader Says:

    Parece que 2012 vai ser um ótimo ano pra pegar uma onda
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk

  3. Paula Tejano Says:

    A onda gigante vai vir pro Brasil ! A onda gigante vai vir pro Brasil ! A onda gigante vai vir pro Brasil ! A onda gigante vai vir pro Brasil ! A onda gigante vai vir pro Brasil ! A onda gigante vai vir pro Brasil ! Tenho medo do Mar
    * Frenética

  4. rafael Says:

    muito foda…esse lance de incluirem o brasil nesse filme …
    mais especificamente o rio de janeiro minha cidade os diretores e produtos esta de parabens..

    • Marcelo Lopes Says:

      rafael,

      Estava na hora de o Emmerich se globalizar mais, não é? Mas com certeza a cena com o Rio não deve durar mais do que alguns segundos… de destruição, ainda por cima.

      Abs!
      Marcelo.

  5. Eder Says:

    REsposta para ANA:
    TA E DAI?

  6. lucas de oliveira Says:

    teeeeeeeeeeeeeee

  7. Diego Says:

    Olha, concordo com vc em partes. Não nos esqueceram.
    Mas tem uma coisa que me deixou curioso no filme. Chamam todos os líderes de governo, controem as arcas e cade o Lula? O nome do Brasil não é nem citado nas arcas. E o mais legal, só a África se salva.
    Coisa de americano mesmo. Relmente um filme idiota bem divertido…
    Abraço!

  8. Daniele Says:

    Não acredito que o filme teve a intenção de incluir o Brasil nessa roda de paises fictíciamente afetados, como um elogio…
    Na gravação do filme nem havia saido o resultado das olimpíadas!

    MASS… vejo esse filme como uma crítica filosófica a religiosidade, tanto que os principais lugares afetados são sinagogas, igrejas católicas, templos budistas e o próprio Cristo Redentor que por uma simples coicidencia está na nossa cidade maravilhosa!

    Esse é somente mais um filme em busca de grande bilheteria, e conseguiu as custas de uma lenda maia e ainda tem gente que crê ! afs!

    • Marcelo Lopes Says:

      Daniele,

      Eu concordo com você neste ponto: 2012 é apenas um filme em busca de grande bilheteria. Não o vejo como uma crítica a religiosidade, ele apenas fez uso de referências físicas (templos) como símbolos do fato de que as narrativas religiosas sobre o fim dos tempos sempre provocaram temor e medo. Não dá para esperar coisa muito profunda do Emmerich.

      Abs!
      Marcelo.

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