O Museu da Inocência

Seu espanhol é tão ruim quanto o meu? Ok, não tema. Esta entrevista do escritor Orhan Pamuk é perfeitamente legível – especialmente com o auxílio imprecindível da internet – e belíssima. Como disse uma amiga, a combinação de uma inteligência aguda a sensibilidade rara e a uma simplicidade surpreendente fazem de Pamuk um escritor único. Vencedor do Nobel, criticado em seu país por suas posturas e ainda mantido sob proteção policial até hoje, poderia escrever romances políticos ambiciosos, cheios de certezas e regras. Felizmente, não é o que ele faz: dedica-se a literatura, delicadamente. Seu último romance lançado, cujo título é o mesmo deste post, trata do romance de primavera do turco Kemal por Füsun, lembrado por ele por mais de trinta anos. A imagem do relacionamento afetivo como um museu, em que são guardados os detalhes, gestos e objetos, mesmo depois do fim daquela relação, é singela e poderosa ao mesmo tempo.

Em determinado momento da entrevista/matéria, Pamuk diz (não me atrevo a traduzir, o resultado ficaria abaixo da crítica), ao comparar suas motivações literárias da juventude (experimentalismo) às da maturidade:

Por otra parte, la historia de la literatura está llena de los cadáveres de escritores que quisieron hacer cosas demasiado distintas.

5 Respostas to “O Museu da Inocência”

  1. enzo Says:

    Orhan Pamuk é genio…adoro esse “cara”

  2. Ana Says:

    Pamuk escreve e…lê. E´genial e conhece seu ofício. Por isso mesmo sinto falta de traduções de suas obras.
    Senhores editores: há leitores sim para Pamuk. Mais do que os senhores possam crer.
    Senhores escritores brasileiros.: por favor, leiam mais.

    • Marcelo Lopes Says:

      Ana,

      Faço suas as minhas palavras: Há mercado não só para Pamuk, mas também para Sebald, Mariás, e muitos outros. Nós, os leitores deles, estamos aqui, esperando…

      Abs!
      Marcelo.

  3. E-Books: O inglês dominará? « Universo Tangente Says:

    […] seguinte. Recentemente, eu quase comprei uma edição norte-americana de O Museu da Inocência, (já falei dele antes) de Orhan Pamuk, em paperback, além do Never Let Me Go/Não me Abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro, […]

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