Os 3 Cristos de Ypsilanti

Navegar um tanto a esmo pela internet pode render descobertas sensacionais. Enquanto lia o artigo da Slate sobre o ataque de Israel ao comboio de navios, um link com o estranhíssimo título deste post me chamou a atenção. É uma história tão curiosa que vale a pena ser conhecida.

Nos anos 50, Milton Rokeach, um psicólogo chateado com a ênfase que seus colegam davam a aspectos políticos e/ou sociais em suas pesquisas, decidiu fazer um experimento bizarro. Juntou, num mesmo espaço de convivência (o Ypsilanti State Hospital), três sujeitos que acreditavam piamente ser Jesus Cristo – não, nenhum deles era parente do nosso Inri Cristo. Leon, Joseph e Clyde foram observados atentamente e não abdicaram de suas crenças, mesmo após discussões entre eles – na verdade, com o tempo passaram a evitar conflitos e mostraram-se condescendentes com os demais Cristos. Porém, nenhum deles abdicou de sua identidade. A experiência foi relatada no livro de 1964, The Three Christs of Ypsilanti.

Infelizmente, também é verdade que os três pacientes foram manipulados pelos pesquisadores e tiveram suas vidas afetadas por isso. Em uma edição publicada vinte anos após a primeira tiragem, o doutor Rokeach reconheceu suas falhas éticas e pediu desculpas pelo comportamento e por ter, ironicamente e em suas palavras, “brincado de Deus”.

Link para o artigo completo na Slate: Jesus, Jesus, Jesus

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