Topifaive Eu sei, eu sei, mas gosto assim mesmo

Os norte-americanos chamam isto de guilty pleasure, o tipo de coisa da qual você gosta, não sem alguma culpa – afinal, sabe que não é lá estas coisas. Então, vamos aos meus filmes não-tão-bons preferidos (atenção, spoilers a seguir):

1) Independence Day

Um roteiro B com roupagem de superprodução. O charme deste filme vem de sua inabalável safadeza e da capacidade de abraçar todos os clichês e fazê-los funcionar, a trancos e barrancos. De cachorro que sobrevive a explosão de uma metrópole inteira ao presidente pilotando um caça F-16 contra alienígenas, está tudo lá – um clássico da cara-de-pau.

2) O Pacto dos Lobos

O eficiente diretor Christopher Gans pega a história da besta de Gévaudan e mistura a Revolução Francesa, um vilão asqueroso, uma besta plausível, um naturalista, Monica Belluci como a dona de um bordel e Mark Dacascos como um índio que luta kung fu. O que sai dessa salada? Um filme divertidíssimo, com boas sacadas e bem dirigido. Mas não deixa de ser uma mistura absolutamente sem pé nem cabeça.

3) Fanboys

Este é só para fãs de Star Wars e nerds em geral. Quatro amigos tentam invadir o Rancho Skywalker para roubar a cópia de A Ameaça Fantasma antes de seu lançamento nos cinemas – a ação se passa em 1998. Tudo para que um deles, vitimado pelo câncer, possa ver o filme antes de partir. Algumas boas piadas, outras vulgares e desnecessárias, e rivalidade com Star Trek dão o tom deste filme tão simpático quanto problemático. Claro que a grande piada é que, hoje, todos nós sabemos o quanto A Ameaça Fantasma é fraco.

4) Reino de Fogo

Dragões destroem a humanidade nos levando a um futuro similar ao o da série Exterminador do Futuro – com John Connor incluído! Não vejo nada de errado com o filme, há ideias boas e algumas horríveis, o elenco está ótimo e as criaturas bem feitas. Há ao menos uma sequência sensacional, o ataque do dragão aos soldados paraquedistas. Mas faltou algo, talvez um pouco mais de brio. Curiosidade: dirigido por Rob Bowman, responsável por vários episódios de Arquivo X.

5) Dragão Vermelho

A continuação de O Silêncio dos Inocentes é, na verdade, a refilmagem (de Manhunter, de 1986) da história que precede o fantástico filme de Jonathan Demme. O diretor de Dragão Vermelho, Brett Ratner, é o verdadeiro culpado pelos Bater e Correr e X-Men 3, mas seu esforço em emular o estilo de Demme acabou dando certo: o filme é correto, embora não memorável. E é só por isso mesmo que ele entra nesta lista.

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