A arte de banir livros

Livros sempre foram censurados pelas mais diversas razões. Aliás, a história da censura aos livros é também uma espécie de lado B da história das ideias e das múltiplas formas usadas por ditadores, democratas e associações de senhoras preocupadas com a moral e os bons costumes para tentar impor seus valores. Não é diferente nos Estados Unidos, que comemoram o Banned Books Week, a semana que pretente relembrar que o banimento de obras não é privilégio do antigo e famoso Index Librorum Prohibitorum (aliás, abolido pela Igreja em 1966).

Muitas bibliotecas públicas norte-americanas acabam por limitar o acesso ou mesmo retirar de suas prateleiras livros considerados, de qualquer modo, ofensivos. Algumas a pedido dos pais de alunos e outras graças a ações isoladas dos próprios bibliotecários, que nomeam a si mesmos guias do que deve e o que não deve ser lido pelas crianças. Os quadrinhos são as maiores vítimas. Na maior parte das vezes, por pura incompreensão e desconhecimento de que existe quadrinho voltado a um público adulto. Títulos como Fun Home ou mesmo Sandman estariam muito bem posicionados nas estantes adultas, mas como “gibi é coisa de criança”, eles acabam pagando o preço da ignorância.

O mais curioso aconteceu a Maus, de Art Spielgman e vencedora do Pulitzer, que narra o holocausto com inspirações autobiográficas (a mãe de Spielgman foi sobrevivente de Auschwitz e se suicidou décadas depois) e animais antropomórficos no lugar de alemães, judeus e do resto do mundo. A motivação para seu banimento: preconceito contra etnias. Censura e lógica são dois conceitos que nunca andaram muito próximos mesmo.

Fonte: Omelete.

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