Sobre a generosidade da leitura

Sempre que indicamos uma livro para alguém, esperamos, com toda a honestidade, que a pessoa (geralmente um/a amigo/a) tenha as mesmas experiências que tivemos na sua leitura. Aguardamos ansiosamente para que o amigo estimado apresente a mesma percepção. É uma bobagem, claro, uma esperança absolutamente vã, embora simpática como todo desejo romântico.

Há uma generosidade gigantesca em aceitar que as leituras de uma obra serão sempre únicas, porque isso significa que a nossa interpretação, tão laboriosamente formada, é delicadíssima. Trata-se de um exercício de humildade  desconcertante e não estamos prontos para ele.

Sempre que alguém me indica um livro, penso nisso e, por alguns instantes, temo decepcioná-lo. Felizmente, este pensamento se desfaz antes mesmo da primeira página.

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