It’s the end of the world as we know it (but I feel fine)

A minha lista de filmes mais esperados de 2011 não inclui os blockbusters de super-heróis Capitão América, Thor ou Lanterna Verde. Na verdade, aguardo ansiosamente pelos dramas  Não me Abandone Jamais (já mencionado neste blog), A Árvore da Vida, de Terrence Mallick (que já concorre a trailer mais impactante e emocionante dos últimos anos) e por outros dois filmes um tanto parecidos.

O primeiro é Another Earth, premiado em Sundance e descrito pelo diretor Mike Cahill como um “drama de ficção científica indie épico minimalista”… Como é? Bom, deixemos a história falar por si: de repente, surge nos céus uma segunda Terra, um planeta virtualmente idêntico ao nosso, que captura a atenção de uma estudante de astrofísica do MIT. Aliás, captura tanto que ela, num descuido idiota, causa um medonho acidente de carro onde morrem a mulher e filha de um músico (É, eu sei, também pensei em 21 Gramas). Quatro anos depois e recém-saída da prisão, ela se aproxima do homem e se divide entre continuar aqui neste planeta ou voar para a outra Terra do título. Segue o trailer, bastante promissor:

Se você recebe este post por e-mail, clique aqui para ver o trailer de Another Earth.

O segundo traz a grife Lars Von Trier, o cineasta dinamarquês que ficou conhecido pelo movimento Dogma 95 (cujas pretensões técnicas estão, hoje, devidamente sepultadas), mas logo decidiu abandonar as regras do grupo em prol de um cinema mais convencional (leia-se: com trilha sonora e assinado pelo diretor), mas ainda assim perturbador – são dele o recente Anticristo, além de Dogville, Dançando no Escuro e o devastador Ondas do Destino, de 1996. Ele é famoso por trucidar as atrizes ao melhor estilo Kubrickiano – na verdade, nenhuma trabalha com Trier mais de uma vez. Pois bem, a bola da vez é Kristen Dunst, que parece perder a razão logo após o casamento, enquanto um planeta se aproxima da Terra e o mundo começa a ruir. O filme é Melancholia, e o trailer mostra uma mistura de Festa de Famíla com… bem, com Another Earth:

Se você recebe este post por e-mail, clique aqui para ver o trailer de Melancholia.

E já que falei nele, aí está A Árvore da Vida, o ambicioso projeto de Mallick que narra a tristeza de um homem já adulto (interpretado por Sean Penn), sozinho após perder seu irmão ainda na infância. O filme intercala as memórias dele e de seus pais, nos anos 50-60, a sua vida atual (e seus questionamentos sobre a fé) e a… história da Terra e do universo. Isso mesmo. Chega de filminho preocupado apenas em agradar seus espectadores. Bem-vinda a ambição de Mallick, na minha modestíssima opinião o único cineasta vivo que lembra Kubrick (também coloque na lista a obra-prima Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson), e que também não tem medo de parecer pretensioso.

Se você recebe este post por e-mail, clique aqui para ver o trailer de A Árvore da Vida.

O título deste post vem da música de mesmo título da banda R.E.M..

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Uma resposta to “It’s the end of the world as we know it (but I feel fine)”

  1. A besteira de Von Trier e a histeria de Cannes « Universo Tangente Says:

    […] Em seguida, a distribuidora argentina de seu novo filme, Melancholia (do qual já falei brevemente aqui) decidiu cancelar a sua exibição. Mesmo que Melancholia tenha permanecido na competição, perdeu […]

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