Archive for the ‘Cinema’ Category

A Praga

quinta-feira, 21 março, 2013

Minha mão era negra. Meu pai, branco de olhos verdes. Eu nasci de pele clara e olhos castanhos. Só fui conhecer o racismo graças a minha avó, mãe de meu pai, que abominava a união de seu filho. Mas era um preconceito velado, cheio de insinuações, frases maldosas e subterfúgios. Talvez por isso (e por só ter percebido este comportamento na minha adolescência), eu tenha uma aversão especialmente virulenta a discriminação racial – e outras, que nada têm a ver com cor de pele ou etnias. Como hoje é o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial (sabia? Eu também não) e, por mais que eu considere estas datas comemorativas por decreto inúteis, recebi por acaso o link para um post do blog A Noite Americana que eu gostaria de ter escrito.

É uma análise da última cena do espectacular filme O Cão Branco, de Samuel Fuller. Não vou descrevê-la aqui, você tem que ver como ela funciona:  Detalhes de um mestre – “Cão Branco” (1982), de Samuel Fuller

Reproduzo parte do texto de Thiago Borges – como o cinema de Fuller, sincero, preciso e brutal:

Nesse momento, Fuller nos lembra de algo aterrador: o racismo dificilmente age na superfície, mas em silêncio, por trás de uma família feliz, do carro do ano, do emprego cobiçado. Corrói o interior, mata por dentro, antes de se tornar visível, antes de alguém vociferar contra uma minoria, depois contra negros, judeus, homossexuais, latinos, muçulmanos. A História, e o cotidiano, provam isso. Uma vez tomado por essa praga, é impossível se desvencilhar dela.

Topifaive Filmes que poucos (ou ninguém) sabem que eu gosto

sexta-feira, 6 janeiro, 2012

1) Independence Day
Ao contrário de Spielberg, que acerta com muito mais frequência do que erra, Roland Emmerich, diretor e roteirista deste Id4, passou os últimos anos fazendo filmes esquecíveis e falsamente grandiosos. Talvez ele nunca mais acerte a fórmula que deu tão certo em Independence Day e que pode ser resumida em uma expressão: cara-de-pau. Poucas vezes na história do cinemão, um filme foi tão despudoradamente escapista e clicheteiro, mas realizado com uma energia adolescente tão genuína e contagiante. Um filme B de primeira.

2) O Pacto dos Lobos
Odiado por muita gente e, francamente, um tanto sem pé nem cabeça, o longa dirigido por Christopher Ganz mostra uma versão divertidíssima da bizarra história da Fera de Gévaudan, supostamente um lobo descomunal que teria matado dezenas de pessoas na França do século XVIII. Uma mistureba louca, que inclui a Revolução Francesa, um índio americano que luta kung-fu (Mark Dacascos, quem mais?) e uma agente do Vaticano disfarçada de dona de um bordel (Monica Belucci…), além de efeitos especiais pouco convincentes que não atrapalham a história.

3) Titanic
Sim, isso mesmo, eu admito. Muitos já não suportam mais ter de reassisti-lo, mas não dá para negar a força bruta do talento de James Cameron a serviço de uma combinação irresistível: uma história de amor para lá de óbvia e uma tragédia anunciada. Ainda que seja responsável por nos fazer ouvir a chatíssima Celine Dion por ano inteiro, Titanic foi o último grande épico romântico do cinema, um filme que sintetizou magistralmente décadas de produções anteriores e o poder da tecnologia digital, hoje onipresente, para contar uma história simples, batida e envolvente.

4) Luz Silenciosa
Deixando os guilty pleasures de lado, o estranhíssimo filme do mexicano Carlos Reygadas pode ser resumido, se me lembro bem, a algo como dez ou doze sequências, sendo que a primeira e a última nada mais são do uns cinco minutos de câmera estática testemunhando o nascer do dia e da noite. No entanto, este ritmo, tão próximo e palpável, acabou me pegando. A história não poderia ser mais icônica: um homem casado, que tem uma amante, e as consequências desta ação. Mas estamos numa comunidade menonita no México e o prosaico e o grandioso acabam se entrelaçando, culminando num desfecho sensacional que nada explica e parece ter sido pensado por Almodóvar.

5) Vem Dançar Comigo
O surtado diretor australiano Baz Luhrmann nos deu esta obra, surtada e delicada na mesma medida. Caricato, berrante, brega, mas também enérgico, apaixonado e simples, Strictly Ballroom é uma ode a dança em sua encarnação mais popular e, ao mesmo tempo, sofisticada. A história da irresistível ascensão e vitória redentora do excluído nunca parece empoeirada neste filme; pelo contrário, tem um frescor juvenil raro, uma entrega quase mística, uma crença absoluta do diretor pela sua criação. É quase impossível não assisti-lo e não ter vontade de aprender um ou dois passos de dança flamenca – aqui, representada como uma corte, um namoro sensual a que uma homem e uma mulher se dedicam em pé de igualdade. Camp, mas nunca vulgar, é um pequeno triunfo: Love is in the air.

Voltei a escrever sobre filmes

domingo, 1 maio, 2011

Sim, o Todos os Filmes foi ressucitado. Agora com a ambição de escrever ao menos sobre um filme por semana, começo com o drama romântico Água Para Elefantes.

It’s the end of the world as we know it (but I feel fine)

segunda-feira, 25 abril, 2011

A minha lista de filmes mais esperados de 2011 não inclui os blockbusters de super-heróis Capitão América, Thor ou Lanterna Verde. Na verdade, aguardo ansiosamente pelos dramas  Não me Abandone Jamais (já mencionado neste blog), A Árvore da Vida, de Terrence Mallick (que já concorre a trailer mais impactante e emocionante dos últimos anos) e por outros dois filmes um tanto parecidos.

O primeiro é Another Earth, premiado em Sundance e descrito pelo diretor Mike Cahill como um “drama de ficção científica indie épico minimalista”… Como é? Bom, deixemos a história falar por si: de repente, surge nos céus uma segunda Terra, um planeta virtualmente idêntico ao nosso, que captura a atenção de uma estudante de astrofísica do MIT. Aliás, captura tanto que ela, num descuido idiota, causa um medonho acidente de carro onde morrem a mulher e filha de um músico (É, eu sei, também pensei em 21 Gramas). Quatro anos depois e recém-saída da prisão, ela se aproxima do homem e se divide entre continuar aqui neste planeta ou voar para a outra Terra do título. Segue o trailer, bastante promissor:

Se você recebe este post por e-mail, clique aqui para ver o trailer de Another Earth.

O segundo traz a grife Lars Von Trier, o cineasta dinamarquês que ficou conhecido pelo movimento Dogma 95 (cujas pretensões técnicas estão, hoje, devidamente sepultadas), mas logo decidiu abandonar as regras do grupo em prol de um cinema mais convencional (leia-se: com trilha sonora e assinado pelo diretor), mas ainda assim perturbador – são dele o recente Anticristo, além de Dogville, Dançando no Escuro e o devastador Ondas do Destino, de 1996. Ele é famoso por trucidar as atrizes ao melhor estilo Kubrickiano – na verdade, nenhuma trabalha com Trier mais de uma vez. Pois bem, a bola da vez é Kristen Dunst, que parece perder a razão logo após o casamento, enquanto um planeta se aproxima da Terra e o mundo começa a ruir. O filme é Melancholia, e o trailer mostra uma mistura de Festa de Famíla com… bem, com Another Earth:

Se você recebe este post por e-mail, clique aqui para ver o trailer de Melancholia.

E já que falei nele, aí está A Árvore da Vida, o ambicioso projeto de Mallick que narra a tristeza de um homem já adulto (interpretado por Sean Penn), sozinho após perder seu irmão ainda na infância. O filme intercala as memórias dele e de seus pais, nos anos 50-60, a sua vida atual (e seus questionamentos sobre a fé) e a… história da Terra e do universo. Isso mesmo. Chega de filminho preocupado apenas em agradar seus espectadores. Bem-vinda a ambição de Mallick, na minha modestíssima opinião o único cineasta vivo que lembra Kubrick (também coloque na lista a obra-prima Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson), e que também não tem medo de parecer pretensioso.

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O título deste post vem da música de mesmo título da banda R.E.M..

Carl Fredricksen e Scorsese

quarta-feira, 9 março, 2011

Carl Fredricksen, personagem da espetacular animação da Pixar, Up! – Altas Aventuras, e o diretor de cinema Martin Scorsese.

A FEB e a história que poucos conhecem

terça-feira, 15 fevereiro, 2011

Ao contrário do que muito provavelmente você aprendeu na escola com seus professores, a história não é uma soma maluca de datas, movimentos e revoluções – também não é uma marcha inexorável rumo a superação do capitalismo, sinto dizer. A História (agora sim, com H maiúsculo) é feita por pessoas como eu e você, que viveram, sofreram, conquistaram, se estreparam. Parece óbvio, mas o Brasil se esquece disso com frequênca maior do que a maioria dos outros países.

Nós nos esquecemos da FEB – Força Expedicionária Brasileira – que lutou na Europa na Segunda Guerra Mundial. Quando o último dos veteranos desaparecer, não haverá notas no Jornal Nacional nem matéria na Veja. O Brasil terá perdido a chance única de demonstrar o respeito que estes senhores merecem e sempre mereceram – mas raras vezes conquistaram.

Pois bem, graças a este artigo no Contraditorium de Carlos Cardoso, HERÓIS: Currahee É Aqui, descobri a história espetacular de três soldados brasileiros que resistiram sozinhos a toda uma companhia alemã. É impossível não se emocionar com o que o oficial alemão fez após o triste e inevitável fim dos pracinhas: mandou que fossem enterrados em covas individuais e identificadas com os seus nomes. E marcou o local com uma inscrição: Drei brasianische helden, Três heróis brasileiros.

Felizmente, há dois projetos cinematográficos em andamento para contar esta e outras histórias: O média Heróis (blog oficial) e o longa A Montanha (teaser com cenas já gravadas na Itália). Vou acompanhá-los a partir de agora e posto por aqui as novidades. Mas leia o artigo do Cardoso: há mais informação lá sobre as façanhas da FEB do que em muitos livros de história por aí.

Por que a gente ainda vai ao cinema?

quarta-feira, 10 novembro, 2010

Ir ao cinema pode ser um desafio. Shoppings lotados, filas imensas, salas mal cuidadas, funcionários despreparados e falta de educação do público não são exceções, mas uma rotina relativamente comum. De acordo com o que ouço de amigos em outras capitais, a situação de Belo Horizonte nem é das piores, mas tem decaído bastante nos últimos tempos. Minha primeira experiência negativa em uma sala de cinema foi no segundo filme a que assisti na grande tela: ET-O Extraterrestre. Havia uma senhora sentada na fileira atrás da minha que insistia em explicar todo o filme ao filho, que deveria ter uns… seis anos de idade, assim como eu. Mas eu era um moleque esquisito e, aos seis anos, queria, mais do que qualquer coisa, assistir em silêncio àquele que se tornaria um dos meus filmes preferidos por muito tempo. Felizmente, após uns dez minutos, a prestativa mãe se calou – acredito que o pimpolho distraído acabou dormindo, para minha sorte.

Em uma sessão de South Park – Bigger, Better and Uncut, um adolescente jogou um pacote de balas que acabou explodindo no meu cocoruto, um casal ficou reclamando da inverossimilhança de Sr. e Sra. Smith (o que eles esperavam?), e o som desapareceu no meio de MIB – Homens de Preto, obrigando-me e ao meu irmão a assistir ao filme uma vez e meia no cinema. E nem menciono as salas sujas, o som que parece estar vindo de dentro de uma latinha de Pringles ou os chuviscos na projeção em pleno século XXI. Sou obrigado a perguntar: por que é mesmo que a gente ainda insiste em ir ao cinema? Eu, particularmente, acredito que existem filmes que exigem a grande tela, o grande som e todo aquele ritual quase ultrapassado – luzes apagadas, trailers, pipoca, e por aí vai. Mas sei que sou uma exceção. Logo, o mistério permanece.

A propósito, o primeiro filme que vi no cinema foi Meu Amigo, o Dragão, da Disney, que misturava animação com filmagens reais, cortesia do trabalho minucioso do animador Don Bluth.

Nota final: Claro, há as salas fora do circuitão, mas eu já não acredito que o público delas seja tão menos grosso do que as hordas de adolescentes que tomam os shoppings de assalto. Quando vi O Labirinto do Fauno, havia ao menos dois sujeitos que apoiaram os pés nas cadeiras a sua frente, como se estivessem em casa.

30 anos de Cosmos

quinta-feira, 30 setembro, 2010

Há 30 anos estreava na televisão norte-americana a série-avó de O Universo (History Channel) e Como Funciona o Universo (Discovery Channel): Cosmos, de Carl Sagan. Como uma série um pouco mais nova do que eu (uma forma eufemística para dizer “velha”) consegue ser uma referência indiscutível na divulgação da ciência até hoje? Afinal, seus efeitos especiais são datados, algumas extrapolações já não convencem tanto à luz de novas descobertas e a gola rolê que o Sagan usava saiu de moda.

Muito simples: Sagan transmitia uma visão grandiosa e poética não apenas do universo, mas da humanidade em toda a sua espetacular evolução e sua paradoxal insignificância. Era uma apaixonado pela ciência que queria contaminar seus espectadores – e conseguiu. Bom, pelo menos a mim, que assisti a todos os episódios reprisados nas manhãs de sábados e domingos da Rede Globo. Auxiliado pela trilha sonora de Vangelis, Cosmos fez, no formato de documentário, o que a série Star Trek havia conseguido mais de uma década antes: chamar a atenção de toda uma geração para a ciência. O que não é pouca coisa, especialmente se considerarmos o inacreditável grau de anafalbetismo científico do nosso tempo.

Curiosidade absolutamente nerd: há outra ligação entre Star Trek e Sagan. O cientista trabalhou na criação da placa de ouro acoplada às sondas Pionner 10 e 11 e na gravação dos sons da Terra levados num disco a bordo das sondas Voyager 1 e 2. Estes são os objetos criados pelo homem que se encontram atualmente mais distantes da Terra. O primeiro filme para o cinema de Star Trek, de 1979, conta como uma inteligência extraterrestre encontrou uma fictícia Voyager 6 (adotando o nome de V’ger) e rumou em direção a este planeta a procura de seu criador. Ainda no campo cinematográfico, pouco antes de falecer em 1996, Sagan ajudou a roteirizar seu romance Contato, que ganhou uma adaptação sensacional para as telas dirigida por Robert Zemeckis.

Além de Contato, Carl Sagan ainda escreveu, entre outros, os famosos O Mundo Assombrado Pelos Demônios e Bilhões e Bilhões em que apresenta sua visão otimista do progresso científico e suas objeções céticas. Mas ainda é Cosmos que melhor representa seu legado – e vale a pena reassisti-la, sempre.

Topifaive Eu sei, eu sei, mas gosto assim mesmo

domingo, 19 setembro, 2010

Os norte-americanos chamam isto de guilty pleasure, o tipo de coisa da qual você gosta, não sem alguma culpa – afinal, sabe que não é lá estas coisas. Então, vamos aos meus filmes não-tão-bons preferidos (atenção, spoilers a seguir):

1) Independence Day

Um roteiro B com roupagem de superprodução. O charme deste filme vem de sua inabalável safadeza e da capacidade de abraçar todos os clichês e fazê-los funcionar, a trancos e barrancos. De cachorro que sobrevive a explosão de uma metrópole inteira ao presidente pilotando um caça F-16 contra alienígenas, está tudo lá – um clássico da cara-de-pau.

2) O Pacto dos Lobos

O eficiente diretor Christopher Gans pega a história da besta de Gévaudan e mistura a Revolução Francesa, um vilão asqueroso, uma besta plausível, um naturalista, Monica Belluci como a dona de um bordel e Mark Dacascos como um índio que luta kung fu. O que sai dessa salada? Um filme divertidíssimo, com boas sacadas e bem dirigido. Mas não deixa de ser uma mistura absolutamente sem pé nem cabeça.

3) Fanboys

Este é só para fãs de Star Wars e nerds em geral. Quatro amigos tentam invadir o Rancho Skywalker para roubar a cópia de A Ameaça Fantasma antes de seu lançamento nos cinemas – a ação se passa em 1998. Tudo para que um deles, vitimado pelo câncer, possa ver o filme antes de partir. Algumas boas piadas, outras vulgares e desnecessárias, e rivalidade com Star Trek dão o tom deste filme tão simpático quanto problemático. Claro que a grande piada é que, hoje, todos nós sabemos o quanto A Ameaça Fantasma é fraco.

4) Reino de Fogo

Dragões destroem a humanidade nos levando a um futuro similar ao o da série Exterminador do Futuro – com John Connor incluído! Não vejo nada de errado com o filme, há ideias boas e algumas horríveis, o elenco está ótimo e as criaturas bem feitas. Há ao menos uma sequência sensacional, o ataque do dragão aos soldados paraquedistas. Mas faltou algo, talvez um pouco mais de brio. Curiosidade: dirigido por Rob Bowman, responsável por vários episódios de Arquivo X.

5) Dragão Vermelho

A continuação de O Silêncio dos Inocentes é, na verdade, a refilmagem (de Manhunter, de 1986) da história que precede o fantástico filme de Jonathan Demme. O diretor de Dragão Vermelho, Brett Ratner, é o verdadeiro culpado pelos Bater e Correr e X-Men 3, mas seu esforço em emular o estilo de Demme acabou dando certo: o filme é correto, embora não memorável. E é só por isso mesmo que ele entra nesta lista.

Grandes expectativas cinematográficas

segunda-feira, 6 setembro, 2010

Curiosamente, o filme que mais aguardo para o final deste ano – embora seja possível que seja lançado no Brasil apenas em 2011 – é a adaptação do romance Não Me Abandone Jamais / Never Let Me Go para as telas. Escrito por Kazuo Ishiguro, autor de Os Vestígios do Dia (que rendeu uma adaptação primorosa estrelada por Anthony Hopkins e Emma Thompson), Não Me Abandone Jamais foi eleito pela revista Time o romance da década e uma das cem obras literárias mais importantes publicadas desde 1923.

O romance narra as memórias de Kathy H. (no filme, interpretada por Carey Mulligan), que trabalhou por anos como “cuidadora” de um internato particular inglês, Hailsham. Os alunos eram sempre instruídos a se considerar importantes para a sociedade, mantidos quase isolados no interior da Inglaterra. Na verdade, todo este cuidado servia para ocultar um segredo quase inacreditável. Aliás, se um conselho meu tem algum valor, leia este: Não pesquise muito sobre o romance porque vai acabar esbarrando na revelação do tal segredo. Palavra de quem se estrepou.

A seguir, o ótimo trailer no Youtube. Se não conseguir vê-lo, clique aqui.